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Mensagem de 29.11.16
 

No fundo, tudo na vida é uma questão de ponto de vista. Quando se trata disso, o ponto de vista do reino dos homens é muito diferente do ponto de vista do reino de Deus. Vejamos algumas situações.

No reino orgulhoso dos homens, o maior é o que tem mais servos. No reino amoroso de Deus, o maior é o que mais serve. Uma frase de Augusto Cury nos ajuda a entender isso melhor: “muitos empregados querem ser empresários; muitos empresários querem ser políticos; muitos políticos querem ser reis; muitos reis querem ser deuses; mas o verdadeiro Deus fez-se servo de todos: Jesus Cristo”. Por isso, após lavar os pés de seus discípulos, Jesus afirmou: ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros (Jo 13.14).

No reino competitivo dos homens, os primeiros serão sempre os melhores. No reino inclusivo de Deus, os últimos (ou os pequeninos) serão postos generosamente em primeiro lugar.  Uma pequena história nos ajuda a entender isso melhor: conta-se de uma pessoa que se mudou para outro país feito de pessoas muito generosas e educadas. Logo de início, um de seus novos colegas ofereceu-se para dar uma carona toda manhã. Chegavam cedo na empresa e seu amigo estacionava o carro bem longe da porta de entrada. Eram duas mil vagas no estacionamento. Demoravam algum tempo caminhando naquele grande estacionamento vazio. Nos primeiros dias ele não disse nada. Até que chegou um dia que perguntou: “Você tem lugar demarcado para estacionar aqui? Notei que chegamos bem cedo, o estacionamento sempre vazio, e você deixa o carro lá no final”. Seu colega logo respondeu, simples assim: “é que chegamos cedo, então temos tempo de caminhar – quem chegar mais tarde já vai estar bem atrasado, melhor que fique mais perto da porta, você não acha? Por essa razão, quando Jesus ouviu seus discípulos disputarem secretamente quem era melhor entre eles, chamou para o meio da roda uma criança e disse: Quem receber esta criança em meu nome a mim me recebe; e quem receber a mim recebe aquele que me enviou; porque aquele que entre vós for o menor de todos, esse é que é grande (Lucas 9.48).

No reino sem esperança dos homens, adversidades parecem o fim. No reino cheio de fé de Deus, adversidades são oportunidades de um novo começo. Inúmeras histórias da Bíblia nos ajudam a entender isso melhor:

  • Podia parecer o fim para José no Egito, na cisterna do deserto, ou na prisão do Egito, mas Deus tinha um novo grande começo para ele governar o Egito.
  • Podia parecer o fim para o fugitivo Moisés no deserto de Sim, mas Deus tinha um novo começo para ele libertar o povo da escravidão.
  • Podia parecer o fim para Ester no tempo de escravidão, mas Deus tinha um novo começo para ela se tornar a rainha dos Medos e Persas que libertaria o povo do decreto de morte.
  • Podia parecer o fim de Jó no auge do sofrimento, mas Deus tinha um novo começo de restaurar em dobro tudo o que havia perdido.
  • Podia parecer o fim a Ezequias quando Senaqueribe investiu contra Judá, mas Deus tinha um novo começo de libertação e cuidado para toda a cidade.
  • Podia parecer o fim para Sadraque, Mesaque e Abede-Nego na fornalha, mas Deus tinha um novo começo e eles se tornariam grandes governadores da Babilônia!
  • Podia parecer o fim para Daniel na toca dos leões, mas Deus tinha um novo começo em sua história que mudaria o mundo.
  • Podia parecer o fim para Jonas, na barriga de um peixe, mas Deus tinha um novo começo e sua pregação salvaria todos os habitantes da grande Nínive.
  • Podia parecer o fim para João exilado na ilha de Patmos, mas Deus tinha um novo começo e lá receberia a maior revelação de todos os tempos: o Apocalipse.

Sem dúvida, os pensamentos do Senhor são definitivamente muito mais elevados que os nossos. Seus caminhos estão muito acima de nossos caminhos. Seu ponto de vista é muito melhor que o nosso. Por isso, talvez hoje você esteja vivendo um dia que pode parecer o fim do seu mundo ou o próprio fim da vida. Mas hoje Jesus quer começar algo muito novo em seu coração. Entregue-se à aquele que tem o poder de fazer do fim um novo começo!

Rev. Rodolfo Garcia Montosa