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Mensagem de 13.11.16


Feliz aquele que teme a Deus, o Senhor e tem prazer em obedecer aos seus mandamentos! Ele não tem medo de receber más notícias; a sua fé é forte, pois ele confia no Senhor. Ele não fica preocupado, nem tem medo (Salmos 112.1, 7-8 – NTLH).


Enfrentamos más notícias todos os dias. Das eleições americanas, inadimplência dos estados, ocupação das escolas, avanço da lava-jato, aumento do desemprego e da violência, até diagnósticos médicos desfavoráveis e tantas outras. Somos bombardeados continuamente.

Sabendo disso, o salmista revela que o temor a Deus nos livra do medo diante das más notícias de cada dia. Mas, qual a diferença entre temor e medo? Temor é revestido de admiração, respeito, solenidade, reverência, expectativa, veneração. Já o medo é caracterizado pela opressão e expressa apreensão, receio, terror, pavor. O temor nos aproxima de Deus, nos atrai a sua presença, pois provoca em nós o desejo de nos render ao Senhor. Quando não temos temor a Deus, sobra somente o medo em todas as suas formas e intensidades. O temor nos deixa confiantes e seguros por causa da presença do Senhor. Já o medo nos paralisa e aterroriza. O temor nos faz sonhar. O medo só traz pesadelos. Do temor nasce a sabedoria. Do medo nascem nossas ações e reações mais desastrosas.

Talvez a lógica seja simples: quem teme a Deus, não o resiste, mas se entrega. Quem se entrega, se aproxima. Quem se aproxima, não precisa temer nada, nem ninguém. Jesus é o melhor exemplo dessa realidade, com reações surpreendentes.

Diante da má notícia da perda afetiva, Jesus chorou (João 11.35). Seu choro surpreendeu, pois não negou seu sofrimento, enfrentou sua perda e expressou publicamente sua dor. Seu choro aproximou-o dos que choravam, comovendo-se com a família, compadecendo-se de nossa condição miserável.  Seu choro consolou, pois demonstrou que não tem olhos secos, atitude fria e indiferente. Ao final, teve sua oração respondida e Lázaro ressuscitou.

Diante da má notícia da traição, Jesus o chamou de amigo (Mateus 26.50). Traição da pior espécie, travestida com um beijo e motivada por dinheiro. Mesmo assim, Jesus tratou Judas com dignidade, respeito e amor. Não levantou sua voz, não revidou a infidelidade, não rompeu seu relacionamento. Ao final, viu que as profecias foram cumpridas: traído por trinta moedas de prata (Zacarias 11.12; Mateus 26.14-15), por um amigo com quem partiu o pão (Salmos 41.9; Marcos 14.17-18), e que o traidor teria uma vida curta (Salmos 109.8a; Atos 1.16-18) e seria substituído (Salmos 109.8b, Atos 1.20-26)

Diante da má notícia da luta espiritual, Jesus intercedeu (Lucas 22.31-32). Em sua conversa com Pedro, ele revelou: Satanás já conseguiu licença para pôr vocês à prova. Ele vai peneirar vocês como o lavrador peneira o trigo a fim de separá-lo da palha. Mas eu tenho orado por você (trecho de Lucas 22.31-34 NTLH). Jesus estava diante da luta espiritual que Satanás queria roubar todos os seus discípulos. Ao final, a vitória: depois de o galo cantar, Pedro arrependeu-se amargamente por ter negado conhecer Jesus por três vezes, convertendo-se definitivamente.

Diante da má notícia da sua própria morte, Jesus obedeceu. Ele até chegou a pedir que o cálice fosse afastado, que houvesse um plano “B”, outra saída. Mesmo em meio à profunda agonia, suando gotas de sangue, a resposta do Pai foi um silêncio (Lucas 22.42-44). Jesus simplesmente seguiu em obediência seu caminho da cruz. Ao final, ressuscitou e conquistou para nós a vitória sobre a morte e nos deu a vida eterna.

O significado da palavra evangelho é boas-novas. Mesmo diante das más notícias, Jesus é a boa nova que traz resgate diante das perdas, paciência diante das traições, vitória diante das lutas, ressurreição diante da morte. Por isso, o caminho para não termos medo de más notícias é nos entregando a Jesus, a boa-nova da nossa vida!

Rev. Rodolfo Garcia Montosa