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Mensagem de 08.10.17


No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo. Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória (Isaías 6.1-3).


A Bíblia relata lindos cultos públicos e privados. Um deles foi vivenciado pelo profeta Isaías que, no capítulo 6 de seu livro, relata uma linda experiência em meio aos episódios da vida. Estava no templo quando teve uma visão da glória de Deus que o levou à adoração e contemplação. Imediatamente teve consciência de seu estado pecaminoso diante do Santo, reagindo com confissão e, por isso, recebendo perdão. Em seguida, ouve a palavra que veio da boca do Senhor e que gerou transformação e grande impacto no propósito de sua vida.

Prestar culto a Deus é o ato mais importante de todo o cristão, de toda a igreja. A explicação é muito simples: “o fim principal do ser humano é glorificar a Deus e nele ter prazer para todo o sempre”. Por isso, o culto é um ato, mas também um estilo de vida; é coletivo, mas também individual; é em um local específico, mas também em todos os lugares onde estivermos. A vida se manifesta em culto e o culto se manifesta na vida. Deve haver culto na vida e vida no culto.

Não à toa os reformadores preocuparam-se tanto em resgatar o culto que estava tão distante daquilo que o Senhor havia revelado pela Palavra. Calvino, mesmo, destacou que os dois principais aspectos que indicavam a necessidade de reforma da Igreja eram, nesta ordem, o culto e a doutrina.

O culto a Deus, por óbvio, deve ser dirigido a Deus, e não a qualquer outra criatura; mediado por Cristo, e não em nome de qualquer outra pessoa ou instituição; dirigido pelo Espírito Santo, e não feito de formalidades vazias; simples, e não suntuoso; inteligível, e não enigmático; transformador, e não inócuo; coletivo, e não somente de alguns; relacional, e não ritualista; criativo, e não de vãs repetições; celebrativo, e não sem esperança; libertador, e não opressor; espontâneo, e não obrigatório; verdadeiro, e não hipócrita; em santidade e integridade, e não em incoerência e injustiça.

O culto a Deus deve conter louvor e adoração, que pode ser expressa em cânticos, ofertas e testemunhos; oração de gratidão, confissão, petição e intercessão; e palavra de proclamação, ensino e admoestação.

O culto a Deus deve abrigar batismos como declaração pública de fé em Jesus Cristo como Salvador e Senhor de nossa vida, e a Ceia do Senhor, momento de trazer à memória sua morte e ressurreição, ao mesmo tempo que nos alegramos na grande e firme expectativa de sua volta.

De fato, não há como render culto a Deus, em espírito e em verdade, sem ser profundamente transformado e desafiado pelo Senhor, assim como foi Isaías e tantos outros personagens bíblicos. Todo aquele que cultua a Deus encontra o verdadeiro propósito, fortalecimento e missão em sua vida!

Rev. Rodolfo Garcia Montosa