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Mensagem de 01.10.17
 

Chegando-vos para ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo. Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (1 Pedro 2.4-5,9).
 

Fomos todos convidados por Deus para nos aproximarmos dele (chegando-vos). Isto é o que significa ser sacerdote: aquele que se aproxima e conduz outros a também se aproximarem de Deus. Toda a barreira de separação que existia foi quebrada pela obra de Cristo. Quando ele morreu, o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo (Mateus 27.51). Todo aquele que está em Cristo tem acesso direto ao coração do Pai, pois tornou-se filho pela obra redentora de Jesus (João 1.12). O Pai quer se relacionar com seus filhos, sem intermediários.

Acontece que, na prática, percebemos que o povo de Deus resiste em se aproximar dele. Desde os tempos de Moisés, quando Deus queria aproximar-se do seu povo, as pessoas insistiam assim: Moisés, Fala-nos tu, e te ouviremos; porém não fale Deus conosco, para que não morramos (Êxodo 20.19). Fico me perguntando quais são os motivos que alimentam esse comportamento. Seria desconhecimento do convite? Seria medo ou vergonha do que esse encontro pessoal pode produzir? Seria comodismo em ter alguém fazendo isso em nosso lugar? Seja o que for, o fato é que essa realidade precisa ser mudada.

Para responder ao desconhecimento, precisamos tomar consciência de que todos somos sacerdotes. Muita gente acredita que o sacerdócio é exercido somente pelos que são ordenados para tal. Todos têm seu lugar na presença e na família de Deus. O sacerdócio é do sapateiro, do padeiro, da dona de casa e não somente do pastor e do missionário. Por isso, o apóstolo afirmou, acima: sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo. Leia: Êxodo 19.6; Isaías 61.6; Apocalipse 1.6a; 5.9b-10.

Para responder ao medo ou vergonha, precisamos tomar confiança de nossa função sacerdotal. O medo de nos achegar ao Senhor pode vir de achar que nos será exigido algo pesado demais. Toda a vontade do Pai é boa, agradável e perfeita (Romanos 12.2). A vergonha pode ser por pensarmos que o Senhor descobrirá algo oculto em nós. É fato que não há nada em nós que ele não saiba e, mesmo assim, nos perdoou em Cristo e nos fez, nas palavras de Pedro, acima, povo de propriedade exclusiva de Deus. Leia: Hebreus 4.14-16; 10.19-22.

Para responder ao comodismo, precisamos tomar posição em nosso papel sacerdotal. A função do sacerdote quando se achega a Deus é oferecer gratidão e adoração. Além disso, para conduzir outros à presença do Senhor, intercedemos, ensinamos e estimulamo-nos mutuamente, proclamando, segundo o texto de Pedro, as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Leia: Hebreus 13.15-16).

Todos os que estamos em Cristo somos sacerdotes, independentemente de qualquer ordenação recebida.  Como sacerdotes, temos o privilégio do acesso direto ao coração do Pai. Vai abrir mão desse privilégio? Claro que não! Vamos, pois, exercer o sacerdócio universal de todos os crentes.

Rev. Rodolfo Garcia Montosa