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Cuida dos negócios de sua casa e não dá lugar à preguiça (Provérbios 31.27 NVI).

Negócio pode ser entendido como a negação do ócio, ou seja, aquilo que ocupa nossa agenda, mente e coração. Pode ser como estudante, dona de casa, profissional liberal, um empregado ou um empresário, encontramos no livro de Provérbios riqueza de ensinamentos que conduzem à sabedoria nos negócios.

Sabedoria nos negócios envolve inspiração. Salomão ensina que todo trabalho deve ser precedido por bons planos e projetos (Pv 21.5), com muita humildade (Pv 27.1), cercado de bons conselhos (Pv 15.22; 20.18; 24.6) e consagrado ao Senhor (Pv 16.3), pois dele vem a resposta certa (Pv 16.1 e 9; 21.30-31). No Senhor devemos confiar e nada temer (Pv 3.5; 23-26; 27.12). Diz para fugirmos de planos iníquos, maldosos e perversos, pois o Senhor conhece todas as nossas intenções de coração (Pv 3.29; 5.21; 6.18; 12.20; 14.22; 16.2; 24.12).

Sabedoria nos negócios envolve transpiração. O livro de Provérbios incentiva a imitação da trabalhadora formiga e repreende fortemente o desocupado e preguiçoso (Pv 6.6-11; 10.26; 12.24, 27; 13.4; 14.23; 15.19; 19.24; 20.4; 21.25; 22.13; 24.30-34; 26.13-16; 31.27).  Ensina também que, antes de constituir família, devemos ter um trabalho definido (Pv 24.27), e que esse trabalho deve ser feito com muito esforço, cuidado e diligência (Pv 27.23-27), podendo até nos levar perante reis (Pv 22.29). Diz também que a mulher tem suas responsabilidades no trabalho (Pv 31.15-19) e que o indivíduo de bem deixa herança aos filhos (Pv 13.22), podendo o bom empregado até participar dessa herança (Pv 17.2). Por isso mesmo, na hora de contratar, deve-se ter muito critério (Pv 26.10) e clara definição nesse relacionamento (Pv 29.19, 21; 30.21-23).

Sabedoria nos negócios envolve retidão. Segundo a sabedoria milenar de provérbios, o trabalho aceitável por Deus deve ser feito na base da ética, da honestidade e da transparência. Fica claro que o Senhor abomina o desonesto, aquele que engana, mente, trapaceia (Pv 11.1; 16.11; 20.10 e 23; 23.10). Melhor é ganhar pouco, mas de maneira honesta (Pv 13.11; 15.16; 16.8; 21.6). O autor condena veementemente a ganância (Pv 1.19; 11.6; 28.8), o uso de suborno nas negociações (Pv 15.27; 17.8 e 23) e alerta que não devemos trabalhar demasiadamente (Pv 23.4-5), não ficarmos devendo demasiadamente (Pv 22.7b) e nem sermos fiadores de estranhos (Pv 6.1-5; 11.15; 17.18; 20.16; 27.13).

Sabedoria nos negócios envolve sensibilidade. Os desafios do texto incluem a responsabilidade social e a generosidade (Pv 3.9-10; 11.24, 25; 21.13; 24.11; 28.27; 29.7; 31.20), pois estar sensível aos desfavorecidos faz parte do coração de Deus. Aliás, o que torna uma pessoa agradável é quando ela expressa misericórdia (Pv 19.22). Deus mesmo perdoou todos os nossos pecados através de sua misericórdia (Pv 16.6) pela generosidade de dar seu único filho, Jesus Cristo, em nosso favor. Somente através de Cristo podemos alcançar esse coração.

Não importa qual seja a ocupação, o negócio. Todos somos desafiados a assumir nosso papel e transformar tudo ao redor com o brilho da sabedoria que Deus quer derramar sobre nós, quer seja em casa, na igreja, na comunidade, na escola ou no mercado profissional. Nele podemos buscar a inspiração, força e vigor, senso de ética e sensibilidade para com os outros.

Rev. Rodolfo Garcia Montosa