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Mensagem de 09.10.16
 

Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus (Efésios 2.19).
 

No texto acima, o apóstolo Paulo explica que, em Cristo, deixamos o status de estrangeiros e peregrinos, sem cidadania, para compartilharmos os direitos de cidadãos da Jerusalém celestial, e que pertencemos à família de Deus.

Uma vez cidadãos, passamos a ser considerados o povo de Deus. O povo de Deus é uma frase que indica uma relação clara do povo com Deus. Em Gênesis lemos que Deus chamou Abrão (mais tarde Abraão), a deixar sua terra rumo a um novo lar que Deus lhe mostraria. Abrão ouviu de Deus: De ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome (Gênesis 12.2). Essa nação se tornaria a nação de Israel, o primeiro grupo a ser designado como povo de Deus.

Entretanto, todos nós sabemos que Jesus não veio apenas para salvar Israel, mas para trazer libertação a toda a humanidade, afinal o evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Romanos 1.16). Nesse sentido, o povo de Deus é identificado muito mais pela disposição de receber Jesus de graça, pela fé, do que por sua nacionalidade. Assim, qualquer pessoa que aceita a Jesus Cristo como Salvador e Senhor torna-se parte do povo de Deus. Isso significa que quando nos arrependemos e abandonamos os nossos pecados e abraçamos a Deus, ele nos abraça também, escuta com atenção as nossas orações, perdoa os nossos pecados, nos protege e cuida de nós (2 Crônicas 7.14).

Além de povo de Deus, somos também identificados como membros do corpo cuja cabeça é Cristo.  Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo. Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito. Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos (1 Coríntios 12.12-14). E, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor (Efésios 4.15-16).

Nesses dois textos acima, o apóstolo Paulo deixa claro que a unidade de estrutura no corpo inteiro e variedade de função nas suas partes, são os requisitos para o crescimento de todos nós (corpo). Daí que cada um de nós é responsável por uma função importante a desempenhar para o bem do corpo.

Concluindo, há uma família biológica ou natural composta pelo pai, mãe e seus filhos. Essa família pode ser linda e próspera, mas seu ciclo é limitado pelo tempo, tem um fim.  Já a família de Deus é mais ampla, pois admite qualquer pessoa deste mundo, sem distinção de raça, cor, sexo ou nacionalidade, bastando para isso receber a Jesus como seu Senhor e Salvador (João 1.12). E sua existência é eterna. A família de Deus é inclusiva, sobre isso determina e explica o apóstolo: Não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus (Gálatas 3.28). Assim posto, a resposta para a pergunta: Quem sou eu em Cristo? Sou da família de Deus!

Ev. Sadi Francisco