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Mensagem de 17.05.15

Mas, se o senhor pode, então nos ajude. Tenha pena de nós! Jesus respondeu: - Se eu posso? Tudo é possível para quem tem fé (Marcos 9.22-23- NTLH).
 

Quando o pai menos esperava, estava lá novamente o menino se contorcendo todo. Quantas foram as vezes que se lançou ao fogo, cortou-se nos muros e pedras que se atirava. Seus olhos estavam cansados e desesperados de tanto ver seu filho espumando intensamente, rilhando seus dentes até à exaustão. Pai e filho estavam se definhando. A força e violência com que agia deixava muito claro que não era seu próprio filho, mas um espírito maligno que se apoderava dele para oprimi-lo de maneira terrível. Sempre em busca de uma solução, percorria todo tipo de novidade para pedir ajuda.

Alguns homens discípulos de Cristo tentaram resolver, mas não tiveram sucesso. “Simplesmente impossível”, é o que concluiria qualquer um naquela situação. “Não tinha solução”, seria o pensamento comum.

Havia uma multidão reunida discutindo com alguns mestres da lei. Jesus chega sem que esperassem, surpreendendo-os novamente. Correm para saudá-lo. Imediatamente Jesus percebe que estavam em um conflito intenso. Pergunta-lhes sobre o que estavam conversando. Aquele pai abatido e cansado dá um passo à frente e diz sobre o caso do seu filho. Relata que, desde pequeno, sofre desses súbitos ataques. Não precisou explicar muito, pois, logo que trouxeram o menino para Jesus, o espírito maligno, imediatamente, o sacudiu e ele espumou rolando pela terra. Apresenta seu filho a Jesus, mas, com seu coração incomodado por dúvidas e temores, diz: - Se o senhor pode, então nos ajude. Tenha pena de nós! Jesus respondeu: - Se eu posso? Tudo é possível para quem tem fé. Então o pai gritou: - Eu tenho fé! Ajude-me a ter mais fé ainda! (vv 23-24). Que comportamento contraditório daquele pai: teve fé para levar seu filho a Jesus, mas tinha dúvidas em seu interior. O pai está confuso, pois crê, mas falta-lhe fé. Sabe que tudo pode mudar, mas pensa que tudo ficará como está. Fé e descrença ocupam a mesma mente e coração em uma tensão extenuante. Muito comum isso, não?

Mas a ação de Jesus não ficou limitada pela pequena fé, nem exigiu muito do pobre pai. O Mestre compadeceu-se e libertou o menino. Havia percebido como aquele homem amava profundamente seu filho, pois nunca o tinha abandonado. Ah, que poder existe no amor de um pai. Surpreendentemente aquela pequena expressão de fé foi suficiente à intervenção milagrosa. Houve uma humilde e consciente dependência de Deus. Isso bastou! De alguma forma aquele pai creu: Jesus pode. Aquela experiência o levou além: somente Jesus pode. Todos ficaram maravilhados com o grande poder de Deus (Lucas 9.43).

Qual é a sua dor? Apresente-a diante de Deus na honestidade e transparência de sua pequena fé. Não tente aparentar bravura quando está quebrantado, demonstrar valentia, quando está fraco. Seja verdadeiro em sua oração. Jesus se compadece quando há real humildade em nosso coração e continua fazendo o impossível nos dias de hoje. Mesmo de maneira débil e desajeitada, simplesmente ore. Afinal, o poder da oração está em Cristo que a ouve e não em você que a faz. Descanse nisso!

Rev. Rodolfo Garcia Montosa