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Mensagem de 21.07.19


E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações (Atos 2.42).
 

Após o grande impacto do Pentecostes em Jerusalém (At 2.1-4), como cumprimento profético de Joel 2.28-29 na vida dos discípulos de Jesus, e a exposição explicativa de Pedro sobre o evento ocorrido, por meio do seu discurso essencialmente cristocêntrico (At 2.14-36), Lucas descreve as implicações, isto é, os efeitos da presença do Espírito Santo, na vida da comunidade que estava em formação, a qual os teólogos intitulam de Igreja Primitiva (At 2.42-47). Um dos aspectos digno de nota e motivo de nossa reflexão é: como uma comunidade que estava se estruturando de forma tão diversificada em cultura, idioma e etnia (At 2.5-11), pôde viver a unidade do corpo de Cristo e ser uma igreja relevante? Penso que Lucas aponta e responde esse fenômeno ao descrever o estilo de vida dessa comunidade ainda em construção.

1. Uma igreja perseverante no ensino (At 2.42) - viviam sob a orientação da didaquê - ensino dos apóstolos. Eles ensinavam a respeito do Evangelho da Verdade que, em essência, é Jesus! Precisamos, como igreja, estar firmados nas Escrituras. Termos o cuidado para não nos desviarmos da Verdade. Estarmos atentos para não vivermos uma ortodoxia sem piedade ou uma piedade sem ortodoxia. Não colocar a razão ou a experiência acima da revelação das Escrituras. Precisamos nos lembrar que é a Palavra que promove nossas experiências com Deus, cujo resultado é: Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos (At 2.43).

2. Uma igreja perseverante na comunhão (At 2.42) - experimentavam a verdadeira koinonia. Ou seja, não somente o fato de estarem juntos mas, principalmente, por “terem algo em comum”. Era a presença da Trindade Santa em suas vidas. E, por conseguinte, um profundo amor pelos irmãos, principalmente pelos necessitados (At 2.44-45). O que aconteceu na vida da Igreja Primitiva foi inteiramente voluntário e motivado pelo amor, e o ápice da expressão desse amor era o compartilhar do pão, na Ceia do Senhor. Precisamos, como Igreja de Cristo, manter o senso de generosidade, pois essa é uma marca evidente de uma igreja unida, vibrante e alegre.

3. Uma igreja perseverante na oração (At 2.42) - havia adoração naquela igreja. Era uma igreja norteada pela sensibilidade do Espírito Santo. Eles praticavam uma vida de oração, como comunidade, no pátio do Templo, bem como de casa em casa. Não somente tinham uma base teológica sobre oração, mas viviam uma vida de oração (At 1.4). Como consequência, sinais e prodígios eram operados no meio do povo (At 2.43; 3.1-10). Precisamos intensificar nossa vida de oração, seja em comunidade, quando reunimos nos cultos, vigílias, células, ministérios, sociedades internas, seja quando estamos a sós com Deus e em família (1 Ts 5.17). Portanto, os frutos colhidos, para glória de Deus, por meio dessa igreja viva são que eles contavam com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos (At 2.47).

Que o Eterno nos faça ser sempre uma igreja vibrante e viva, que insiste em viver firme nas Escrituras, na comunhão, no partir do pão e nas orações!


Pr. Francisco Chaves dos Santos - Igreja Presbiteriana de Manaus

Igreja IPI