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Certa mulher, chamada Lídia, da cidade de Tiatira, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava; o Senhor lhe abriu o coração para que estivesse atenta ao que Paulo dizia (trecho de Atos 16.11-15, 40 - NAA).

É possível viver no mercado de trabalho competitivo, por vezes complexo, cheio de dilemas e ambiguidades, e, mesmo assim, ser alguém que busca a Deus com todo o coração? A história dessa vendedora de púrpura chamada Lídia mostra que sim. Sua conversão a Jesus mostra um lindo processo que pode acontecer com todos nós.

Lídia estava no lugar certo. O mercado onde ela atuava como vendedora estava muito ativo naqueles dias e naquela região. Tanto Tiatira, sua cidade de origem, quanto Filipos, onde residia, tinham fabricantes do corante, conforme inscrições descobertas por arqueólogos. Segundo Marcial, poeta romano do século I, um manto da mais fina púrpura chegava a custar o equivalente ao salário de 2.500 dias de um trabalhador. Faça as contas e fique impressionado. Viver nesse mercado sofisticado traz à vendedora Lídia um destaque ainda mais que especial para sua espiritualidade, pois, naquele sábado, estava reunida com outras mulheres na beira do lago para um tempo de oração.

Lídia teve o coração certo. Aquele não era o momento nem o local de preocupar-se com seu mercado, pensar em expandir suas atividades, preocupar-se em conquistar novos clientes, ou ainda em trabalhar suas contas a receber e a pagar. Ao contrário, estava atenta e focada no ensino que seria o mais importante de sua vida. Sua pausa do trabalho indicava seu equilíbrio na vida, sua sensibilidade a Deus, sua prioridade no que é essencial, sua intencionalidade de conhecer mais do Senhor. Estava ali, pois era temente a Deus. Porque era temente a Deus, o Senhor lhe abriu o coração para que estivesse atenta. Escutou cuidadosamente. Entendeu perfeitamente. Creu firmemente. Converteu-se a Jesus e foi batizada ela e toda sua casa.

Lídia teve o movimento certo. Abriu-se à oração, abriu seu coração e abriu sua própria casa. Expressou amor, demonstrou acolhimento, mostrou-se hospitaleira. Posicionou-se de maneira intencional e persuasiva. Era vendedora, acostumada a apresentar argumentos e superar objeções: Se julgam que eu sou fiel ao Senhor, venham ficar na minha casa. E nos constrangeu a isso (v 15). Recebeu a comitiva. Foi generosa. Transformou sua casa em local de encontro da igreja, tanto que: Tendo saído da prisão, Paulo e Silas dirigiram-se para a casa de Lídia e, vendo os irmãos, os animaram. Depois partiram (v 40).

É possível, sim, vivermos com intensidade nossas responsabilidades profissionais sem perder de vista nosso relacionamento com o Senhor e com a família da fé. Estar com gente que busca a Deus em oração, colocar-se com o coração atento e interessado em aprender, e reagir, amorosamente, abrindo nossa casa para ser local de culto e comunhão são algumas evidências da conversão de Lídia e toda sua família. Que o Senhor complete sua linda obra em nossa vida também.

Rev. Rodolfo Garcia Montosa