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Mensagem de 28.07.19

Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores (João 4.23).


Li a história do pastor de uma igreja dinâmica que tinha muitos departamentos com programas relevantes. Ele, no entanto, percebeu a necessidade de orar a Deus em busca de uma revelação quanto ao que era essencial para a vida e missão da sua igreja. Ficou surpreso quando veio à sua mente a ideia para que cessassem todas as atividades da igreja, que eram muitas, e se voltassem para Deus em adoração, restaurando o altar nas devoções pessoais, nos lares e nos cultos públicos. Percebeu que, ao mesmo tempo, outros líderes e membros da igreja estavam ouvindo a mesma coisa de Deus. Não havendo mais dúvida de que a voz procedia de Deus, puseram a ideia em prática e surgiu uma nova fase de espiritualidade contagiante e de ministério frutífero, com o crescente número de adoradores verdadeiros. É importante, portanto, verificar quem são os verdadeiros adoradores, segundo Jesus.

Eles têm encontros com o Deus vivo pela mediação de Cristo. Jesus disse que DEUS PROCURA adoradores que o adorem em espírito e em verdade. Jesus foi ao templo em Jerusalém, mas em vez de adoradores, encontrou os que transformaram a casa do Pai em casa de negócio (João 2.13-17). Por outro lado, Nicodemos, mestre de adoradores, precisava nascer de novo para ver o reino Deus (João 3.1-7). Foi entre os marginalizados samaritanos que ele encontrou uma mulher pecadora, mas sedenta da água viva, da vida eterna. Primeiro, ela viu Jesus como um judeu (João 4.9); depois, como um profeta (João 4.19); por fim, recebeu a revelação surpreendente: ela estava diante do Messias, revelação do Deus vivo. Ele disse: Eu o sou, eu que falo contigo (João 4.26). Quem me vê a mim vê o Pai (João 14.9b). Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim (João 14.6). Toda adoração verdadeira, seja individual ou comunitária, é sempre um encontro com o Deus vivo pela mediação de Cristo.

Eles têm intimidade com o Deus vivo. Adorar a Deus em espírito e em verdade significa conhecer o Pai celestial num relacionamento pessoal na vida diária. Isso é muito mais do que doutrina. O Pai e o Filho habitam no coração do crente por meio do Espírito Santo (João 14.23). Por isso, não só o corpo do cristão é santuário do Espírito Santo (1 Coríntios 6.19-20), mas também a comunhão dos crentes (1 Coríntios 3.16-17). Em Cristo somos edificados casa espiritual, feita de gente e não de pedras, para sermos sacerdócio santo, a fim de oferecermos sacrifícios espirituais, o fruto dos lábios que confessam o seu nome (1 Pedro 2.4-5; Hebreus 13.15). Não é o espaço, o lugar, que santifica os adoradores, mas é a presença de Deus no coração do adorador e na comunhão dos adoradores que torna o espaço sagrado (1 Coríntios 3.16-17).

Eles são testemunhas do Deus vivo. Como resultado do encontro da samaritana com Jesus, ela deixou o cântaro junto à fonte e foi convidar os seus compatriotas: Vinde comigo e vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Será este, porventura o Cristo? (João 4.9). Enquanto os sacerdotes e mestres judeus, guardiões do templo, permaneciam presos às cerimônias e rituais mecânicos, os samaritanos podiam dizer à mulher: Já agora não é pelo que disseste que nós cremos; mas porque nós mesmos temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo (João 4.42). A árvore é conhecida pelos frutos.

Que a nossa adoração a Deus na vida individual, nas células e nos cultos públicos, bem como o serviço mútuo como membros do corpo de Cristo, leve pessoas que nos observam e que nos visitam a se prostrarem em adoração, confessando que Deus, de fato, está no meio de nós (1 Coríntios 14.23-25).

Rev. Mathias Quintela de Souza