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Eu, João, irmão vosso e companheiro na tribulação, no reino e na perseverança, em Jesus, achei-me na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus. Achei-me em espírito, no dia do Senhor, e ouvi, por detrás de mim, grande voz, como de trombeta ...Voltei-me para ver quem falava comigo e, voltado, vi ...(Apocalipse 1.9-18)

A maneira como enxergamos Jesus afeta nossa relação com as adversidades e expectativas da vida neste novo ano. Para nos ajudar a ver como Jesus está hoje, vamos recorrer à experiência do apóstolo João quando estava na ilha de Patmos e foi arrebatado ao céu e descreveu da seguinte maneira:

Com vestes talares e cingido, à altura do peito, com uma cinta de ouro (Ap 1.13). Essas vestes eram usadas pelos sacerdotes (Lv 16.4), reis (Ez 26.16) e profetas (Dn 10.5). Jesus é o Cristo e nos dá acesso à presença de Deus, nos governa com justiça e encarna a Palavra de Deus. Ungido completo!

Sua cabeça e cabelos eram brancos como alva lã, como neve (Ap 1.14a). A idade avançada nos fala da eternidade de Cristo (Dn 7.9); as cãs, brancas como a neve, nos falam da sua pureza (Sl 51.7; Is 1.18), experiência, sabedoria e honra (Lv 19.32; Pv 16.31; 20.29). Digno de todo o respeito!

Os olhos, como chamas de fogo (Ap 1.14b). Olhos abertos, penetrantes, como tochas de fogo (Dn 10.6b), estão em todo lugar (Pv 15.3; Jr 32.19), atentos aos seus servos (Sl 33.18; 34.15), vigiando as nações (Sl 66.7), dissipando o mal (Pv 20.8). Alívio aos justos e terror aos ímpios. Todo onisciente!

Os pés, semelhantes ao bronze polido, como que refinado numa fornalha (Ap 1.15a). Pés são figuras de supremacia sobre os adversários (Is 41.2; Dn 10.6c; Hb 3.12); metálicos sugerem a força e o brilho a velocidade para esmagar os inimigos (Mq 4.13; Dn 2.33,40-42; Rm 16.20).  Todo onipotente!

A voz, como voz de muitas águas (Ap 1.15b). É uma figura usada pelos profetas: a sua voz era como o ruído de muitas águas... (Ez 43.2a; Jr 51.16a). Não se trata da quantidade de água, mas da voz que suplanta e aquieta outras vozes. Digno de adoração!

Da boca saia-lhe uma afiada espada de dois gumes (Ap 1.16). Homens demonstram poder por meio de suas riquezas, força física, intelectualidade, domínio político. Nações demonstram seu poder por meio de seus exércitos, arsenal bélico e atômico. Mas Jesus tem seu poder e autoridade expressos por intermédio de sua voz, simplesmente, trazendo à existência as coisas que não existem (Gn 1; Rm 4.17) e transformando tudo segundo sua vontade (Is 55.11; Hb 4.12). Detentor de toda autoridade e poder!

Vi sete candeeiros de ouro e, no meio dos candeeiros, um semelhante a filho de homem (Ap 1.12b-13a). Tinha na mão direita sete estrelas (Ap 1.16a). Esse mistério é revelado: as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas (Ap 1.20). Seu povo e seus líderes estão em suas mãos, sustentados, dirigidos, protegidos, guardados. Ninguém nos poderá arrebatar de suas mãos (Jo 10.28-29) e ele jamais nos lançará fora (Jo 6.37). Senhor da nossa vida!

O seu rosto brilhava como o sol do meio dia (Ap 1.16b – NTLH). O mesmo foi testemunhado por Pedro, Tiago e João (Mt 17.2) e também por Saulo de Tarso (At 26.13). Luz que dissipa todas as trevas, elimina toda escuridão do engano e pecado, revela o mistério escondido, dá clareza e direção. Seu rosto brilha sua glória e esplendor, revela sua majestade e beleza. Senhor de toda glória!

Quando o vi, caí a seus pés como morto. Porém ele pôs sobre mim a mão direita, dizendo. Não temas; eu sou o primeiro e o último e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno (1.17-18)Mesmo sendo tão forte e poderoso, Jesus nos toma nas mãos, nos levanta e convida para uma vida eterna na sua presença.

Jesus é glorioso, Rei dos reis, Senhor dos senhores, soberano, tem todo poder e autoridade, poder sobre os céus e sobre a terra. Com essa visão, não há motivos para temer o Ano Novo, mas somente razões para enchermos nosso coração de fé e esperança. 

Rev. Rodolfo Garcia Montosa