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Esse é um dos passos mais relevantes e desafiadores na direção da saúde emocional: viver em quebrantamento e vulnerabilidade. O caminho oposto é viver de maneira orgulhosa e defensiva, escondendo-se das próprias falhas e limitações. Ao contrário do que muitos dizem que se mostrar vulnerável é fraqueza, podemos afirmar que somente pessoas muito corajosas conseguem demonstrar suas vulnerabilidades. Quem não mostrar suas vulnerabilidades torna-se insensível às vulnerabilidades de outra pessoa. Isso nos torna desumanos, pois a humanidade está cheia de deficiências.

Vulnerabilidade em Davi. A vida de Davi está exposta nas páginas da Bíblia com informações riquíssimas de suas fragilidades pessoais e dramas familiares. Suas vulnerabilidades chegaram a níveis extremos de exposição. Em determinado registro, lemos que seu filho Amnom forçou sua própria irmã Tamar a deitar-se com ele (2 Samuel 13.12-14). Absalão, outro filho de Davi, tomado de ira, matou Amnom (2 Samuel 13.28). Então, Absalão e Davi se desentenderam a ponto de Absalão acabar morrendo em batalha (2 Samuel 18.9-15). Davi chorou amargamente a morte de seu filho (2 Samuel 18.33). No entanto, o relato que o Novo Testamento faz deste imperfeito rei, é que foi um homem segundo o coração de Deus (Atos 13.22) e que da fraqueza tirou força (Hebreus 11.34). Vamos desenvolver a coragem de sermos vulneráveis.

Vulnerabilidade em Jesus. Apesar de Jesus jamais ter pecado, não teve qualquer dificuldade em demonstrar sua aflição e vulnerabilidade no Jardim do Getsêmani (Mateus 26.36-46; Marcos 14.32-42; Lucas 22.39-46). Mostrou-se naturalmente quebrantado, como deve ser. Buscou a companhia de três de seus discípulos mais íntimos. Queria tê-los por perto, sem jogar peso sobre eles. Buscou com intensidade a presença do Pai, pois sabia que era o único que suportaria o tamanho da sua dor. Suou sangue. Movimentou os céus a ponto de ser assistido por um anjo. Deixou essa experiência registrada para nos mostrar o caminho de alguém emocionalmente saudável.

Vulnerabilidade em Paulo. Se fossemos apresentar o apóstolo Paulo como um líder em nossa igreja, como o apresentaríamos? Natural de Tarso, circuncidado conforme a lei, criado aos pés de Gamaliel que era considerado um dos maiores professores do judaísmo, exímio conhecedor da lei, judeu e cidadão romano, plantador de várias igrejas, teve uma visão do Senhor Jesus ressurreto, de um anjo (varão Macedônio) em Trôade, e foi arrebatado ao terceiro céu onde ouviu coisas inefáveis, dentre outras virtudes e realizações. Mas ele mesmo preferiu se apresentar como, dos pecadores, o maior, como homem desventurado, como um servo que fez o que fez somente por causa da graça de Cristo. Vamos aprender com Paulo a sermos vulneráveis em Cristo.

Como você se apresenta para Deus e para as pessoas: forte e perfeito, ou vulnerável e quebrantado? Lembre-se que um coração quebrantado e contrito jamais será desprezado pelo Pai e por gente que é gente.


Daniel Zemuner, Pedro Leal Junior e Rodolfo Montosa

 

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