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Inclusão, parafraseando Provérbios 31.8a: “Abre a mão a favor do surdo, pelo direito de todos os que se acham desamparados.”

A Primeira Igreja Presbiteriana Independente de Londrina há vinte e oito anos desenvolve o Ministério Lição de Amor, que atua na evangelização da comunidade surda local. A importância do Ministério Lição de Amor está em assumir o caráter de Jesus, pois ele foi inclusivo o tempo todo, isso é uma constatação ao lermos os evangelhos. Se Jesus fundasse uma igreja denominacional, seus membros seriam os cegos, os surdos, os paralíticos, os órfãos, as viúvas, os enfermos e os ditos "normais" é que seriam os "incluídos". Jesus amou a todos sem fazer distinção por causa da condição física ou intelectual.

O desafio das igrejas em receber o deficiente físico, mental e cego está em realizar adaptações arquitetônicas, materiais didáticos adaptados como, por exemplo, o Braille aos cegos. Em relação aos surdos, há a necessidade da comunicação em língua de sinais que, em contrapartida, é o ministério mais comum desenvolvido nas igrejas.

A inclusão na igreja deve seguir o exemplo de Jesus, que ensinou e só depois multiplicou os pães e os peixes para alimentar a multidão (Marcos 6.34-44). Em primeiro lugar está o ensino dos princípios bíblicos, sem negligenciar a assistência social na medida em que o indivíduo é um ser integral (corpo, alma e espírito). Outro ponto essencial está relacionado ao exemplo do comportamento que Jesus teve em relação a Pedro em Lucas 5.1-11: Jesus não deu a Pedro os peixes, mas lhe deu a dica de como consegui-los. A espiritualidade se desenvolve com o ensino e o modelo de vida nos princípios bíblicos. Pode diferenciar no método (língua ou material didático de apoio), no entanto, a fonte é a mesma: a Bíblia Sagrada. Os laços de amizade devem ser desenvolvidos por meio do relacionamento na vida diária da igreja, seja ela de grande ou pequeno porte.

Sobre o preconceito, sabemos que é um juízo preconcebido, um desconhecimento pejorativo de uma pessoa ou grupo social, e a discriminação é um comportamento de não aceitação. Ambos ainda existem, quer seja velado ou manifesto. Porém, o lugar onde não deve existir preconceito e discriminação é na igreja, por dois fortes motivos: primeiro, a igreja deve ser o lugar da real prática dos princípios bíblicos, sendo o principal deles amar a Deus de todo coração e amar ao próximo como a si mesmo; e o segundo, a igreja não deve estar alienada da sociedade, a igreja é chamada para fora, o contrário disso é religiosidade.

Fonte: institutojetro.com – trecho da entrevista com o Pastor Fábio Luiz Vedoato