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"Conheci o Jhone na empresa em que trabalhamos. Ele veio do Haiti para o Brasil, como a maioria dos refugiados, tentando uma vida melhor para ele e para a sua família..."

Conheci o Jhone na empresa em que trabalhamos. Ele veio do Haiti para o Brasil, como a maioria dos refugiados, tentando uma vida melhor para ele e para a sua família - esposa e dois filhos - que ficou lá esperando uma oportunidade para vir também. Para chegar aqui, contraiu uma dívida com “coiotes”, e fez o percurso, parte de avião e outra parte de ônibus. Escolheu a nossa cidade, pois já tinha um primo morando aqui.

Quando me aproximei do Jhone, ele estava morando no Jardim Imagawa, pagava um aluguel alto, água, luz, mandava dinheiro para a família, e ainda estava pagando a dívida da viagem de vinda para o Brasil. Não sobrava dinheiro nem para se alimentar.

Imediatamente começamos a ajudá-lo com a alimentação, conseguimos uma casa para ele próxima à minha, com aluguel mais barato, tendo incluídas água e luz. Assim, ele pôde se organizar melhor com seus recursos, enviar mais dinheiro para a sua família, que era a principal preocupação. Para nós, ficava mais fácil acompanhá-lo.

O Jhone passou a frequentar a célula, o culto no Espaço Esperança, fez o Curso Vida Nova e se tornou membro da igreja. Desde o começo sabíamos da intenção dele de trazer sua família para o Brasil, mas era preciso regularizar sua situação no país, bem como conseguir os recursos para isso.

Nossa célula se mobilizou em oração e o ajudou em suas necessidades. O Jean, membro da célula e advogado, fez o processo e apresentou ao consulado brasileiro pedindo o visto. No processo constava que ele tinha endereço fixo, trabalho registrado, e recebia ajuda financeira e apoio da célula. Mesmo assim, a liberação do visto demorou dois anos para sair e, para a glória de Deus, em dezembro de 2017, o Jhone e a família poderiam morar legalmente no Brasil.

Tínhamos mais um desafio agora, as passagens para a família vir para o Brasil. Falei com a Ev. Neide Ribeiro, superintendente da nossa área, no intuito de promovermos uma campanha para comprar as passagens. Ela sugeriu que procurássemos a diaconia. Chegamos até o Pr. Pedro que, imediatamente, se prontificou em ajudar, e a campanha foi feita por meio do boletim pedindo a oferta de milhas para as passagens.

Para a glória de Deus, na semana passada a oferta chegou por intermédio de uma irmã. Estamos providenciando a vinda da família do nosso irmão Jhone, que em breve apresentará os seus para toda a igreja e testemunhará da bênção de vivermos unidos com os irmãos.

Genival Vieira do Ângelo