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O Domingo da Igreja Perseguida é um movimento nacional de oração em favor dos cristãos perseguidos idealizado pelo Irmão André, fundador de Portas Abertas. Atualmente, estima-se que mais de 215 milhões de cristãos enfrentam algum tipo de perseguição.

Neste ano o tema do DIP é a Índia e o hinduísmo. É uma tradição religiosa centrada em uma variedade de práticas, que não tem um sistema unificado de crenças, codificado numa declaração de fé ou credo, mas sim é um termo abrangente, que engloba a pluralidade de fenômenos religiosos como monoteísmo, politeísmo, panteísmo, monismo e ateísmo, tornando assim o conceito de “deus” complexo. Até mesmo os seguidores dessa religião têm dificuldades para conceitualizá-la.

Testemunho

Reena*, de 19 anos, cresceu em um ambiente de perseguição e quase morreu por causa disso. Sua família indiana é ex-hindu, mas seus pais chegaram à fé em Jesus quando ela ainda era muito jovem. Ela conta que crescer em uma família cristã no centro de uma aldeia hindu é difícil. Ela e a família têm enfrentado vários desafios e, mesmo tão jovem, ela conta o quanto são perseguidos e discriminados. “Quando criança, era afastada de brincadeiras pelas próprias crianças. Elas sabiam que eu não era hindu e se afastavam por isso”.

Mais tarde, Reena foi transferida para outra aldeia, e passou a viver em um albergue. Como era muito penoso aos pais sustentá-la longe, ela começou a dar aulas. Após meses, uma outra escola a chamou. “O diretor foi muito gentil comigo, me convidou para uma reunião de professores e me ofereceu alguns doces. Eu aceitei. E não me lembro de mais nada depois disso”.

Ela foi drogada e sequestrada por 10 dias. Reena conta que ficou vários dias inconsciente e quando acordou notou que ainda estava com o celular. Ela ligou para seus pais e disse que estava presa em um lugar terrível. Os pais, então, acionaram a polícia que não fez nada durante três dias. Depois disso, o diretor e toda sua equipe foram presos, mas liberados horas depois.

Reena acordou sozinha em um trem, em uma cidade muito distante de sua aldeia. “Mal podia andar e não sabia onde estava, descobri pelo nome da estação”. Uma amiga da cidade a ajudou e cuidou dela. Três dias depois, ela estava em casa. 

No meu desespero, clamei ao Senhor

Seu espírito estava quebrantado e ela não via mais um motivo para viver. Mas, durante um culto, Reena viu a luz de Deus atravessar a escuridão. A dor física e na alma tiveram fim. Ela conseguiu se reconectar com Deus.

Seus problemas não acabaram. Reena teve que se mudar da aldeia e vive separada dos pais. O diretor da escola está com problemas por causa do sequestro dela e já prometeu vingança. Ela não se desespera. Ela sabe quem é Deus. A jovem rabisca o seu futuro: “Meu futuro será brilhante e não me cansarei de compartilhar o evangelho com meus amigos hindus”.

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