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As mulheres são mães em potencial, dotadas da capacidade de gerar, conceber, nutrir física, emocional, intelectualmente, passando por uma gestação ou não.

A mulher foi criada fisiologicamente preparada para gerar outra vida. Possui características emocionais que completam essa sua natureza maternal. Isso é fato. No entanto, nem toda mulher tem filho. Podemos relacionar alguns motivos: opção, medo, problemas de saúde, infertilidade... Opa! Ué?! Infertilidade?! Parece haver uma contradição com a afirmação que abre este texto. Convido você para refletir um pouco sobre o assunto.

Como seres humanos, somos limitados e, por mais capacidade intelectual que tenhamos, não encontramos respostas para todas as perguntas. Especialistas em fertilidade, na maioria das vezes, conseguem diagnosticar a causa da esterilidade, mas não conhecem o porquê dessa causa. Aí é possível perceber claramente a limitação do homem e a soberania de Deus.

O ser humano é o único ser vivente que recebeu o fôlego de vida do próprio Deus. “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gênesis 1.27). Eram perfeitos como o Criador. No entanto, o desejo de tornar-se independente e dono do próprio nariz fez com que o ser humano rompesse com Deus. O resultado está aí para quem quiser ver. A ordem deu lugar ao caos (1 João 5.19). Ao mesmo tempo que contemplamos a natureza, percebemos a sua destruição; ao mesmo tempo que lutamos pela vida, nos deparamos com a morte; ao mesmo tempo que nos acostumamos com o funcionamento perfeito de um organismo vivo, nos surpreendemos com sua deficiência; ao mesmo tempo que a mulher foi dotada da capacidade de gerar outra vida, muitas enfrentam uma batalha para que isso aconteça... A lista de contradições é grande, fique à vontade para acrescentar outras.

Minha intenção aqui não é procurar culpados ou motivos para as incoerências da vida. Eu creio em Deus, que é onipotente, onisciente e onipresente. Ele tem o começo e o fim da nossa história.

Retomando o fio da meada...

Nós, mulheres, somos mães em potencial, dotadas da capacidade de gerar, conceber, nutrir física, emocional, intelectualmente, passando por uma gestação ou não. As distorções com as quais convivemos não mudam essa verdade. A essência da maternidade se expressa em nossas relações, emoções, na forma de pensar e agir. Enfim, é algo natural. Somos privilegiadas!

O principal atributo da maternidade é a capacidade de se doar. Ouvi algo que me chamou a atenção: um amigo, em uma homenagem no dia das mães, destacou que elas são a representação que mais se assemelha ao amor de Deus por nós. “Porque ele nem mesmo deixou de entregar o próprio Filho, mas o ofereceu por todos nós! Se ele nos deu o seu Filho, será que não nos dará também todas as coisas?” (Romanos 8.32 – NTLH).

Vanessa Sene Cardoso
Fonte: Blog Limoeiro