Conteúdo e Mídia

Notícias

"A pequena semente lançada pelos pioneiros, com a bênção e a graça de Deus, prosperou e frutificou".

Foi na manhã de 28 de agosto de 1928, no templo da Igreja Metodista Central, na rua da Liberdade, 119, em São Paulo,  que, sob o esforço aglutinador do pastor americano, Rev. Albert S. Maxwell, reuniram-se alguns irmãos representando as igrejas evangélicas históricas, com o objetivo de criar uma frente de trabalho para alcançar os povos indígenas, que povoam as matas brasileiras.

Nessa ocasião, foram elaborados e aprovados os estatutos da nova entidade e também a eleição da primeira diretoria. Assim nasceu a Missão Caiuá, sendo o segundo movimento das igrejas evangélicas para alcançar os povos indígenas. Os fundadores estavam imbuídos do firme propósito de irem onde poucos queriam ir, de ficar onde poucos queriam ficar, embrenhando-se pelas matas em busca das aldeias onde viviam o povo Kaiwá, procurando levar a mensagem maravilhosa da salvação.

Honramos aqueles que deram sua vida a serviço do índio para a glória de Deus, abrindo mão dos seus projetos pessoais para servir ao Senhor, sendo instrumentos para a implantação de igrejas entre os povos indígenas. Após noventa anos ainda continua a visão de Cristo em relação aos povos indígenas: A seara na verdade é grande e poucos são os trabalhadores, rogai ao Senhor da seara que mande trabalhadores (Lucas 10.2).

A pequena semente lançada pelos pioneiros, com a bênção e a graça de Deus, prosperou e frutificou. Hoje existem seis igrejas organizadas, com mais de vinte congregações plantadas em várias aldeias no sul do Mato Grosso do Sul. Na sede temos um centro de formação missionária para capacitar os próprios indígenas, vocacionados por Deus para realizar a obra do Senhor nas aldeias.

A Igreja Indígena Presbiteriana do Brasil conta com três pastores, dezoito famílias de missionários e presbíteros na condução das igrejas locais. O projeto de educação, que começou com a pequena escola para alfabetização dos primeiros indígenas que tinham o “desejo de ver o papel que fala a nossa língua”, cresceu em parceria com as prefeituras locais. Hoje recebem cerca de dois mil alunos indígenas para o ensino fundamental.

A saúde, que foi um grande problema para os indígenas dentro de suas aldeias, com pouca assistência dos serviços públicos, contava com pequenos ambulatórios onde os missionários atendiam os pacientes que, diariamente, vinham em busca de remédios que pudessem aliviar seus sofrimentos. Hoje temos na sede o Hospital e Maternidade Indígena Porta da Esperança.

Estamos convocando a Igreja de Cristo a orar para que o Senhor amplie nossa visão de Missões, especialmente entre os povos minoritários e, de modo especial, os indígenas. As portas estão abertas. O sofrimento e a miséria espiritual nas aldeias devem tocar nosso coração para que sejamos parceiros nessa frente de trabalho de nossas igrejas.