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Como igreja, para garantir o processo democrático e respeitarmos a Lei, temos um claro posicionamento diante das Eleições.

Estamos nos aproximando de mais uma importante eleição da Câmara de Vereadores e da Prefeitura Municipal da nossa cidade. Como igreja, para garantir o processo democrático e respeitarmos a Lei, temos um claro posicionamento diante das Eleições:

  1. NÃO NEGOCIAMOS APOIO POLÍTICO

A igreja e seus membros não devem se relacionar com o poder público em termos de barganhas. Não trocamos voto por tijolo ou por terreno, muito menos por cargos ou favores políticos. Quem vende seu voto, vende sua consciência e sua liberdade. Quem vende seu voto, vota contra si mesmo. Quem vende seu voto, vende a si mesmo.

  1. NÃO INDUZIMOS O VOTO

Quem vai à urna para votar não é a igreja, mas cada cidadão e cidadã. Em outras palavras, é direito, dever e competência de cada membro ter o seu posicionamento pessoal como cidadão e cidadã. Por isso, como igreja, não fechamos apoio a determinado candidato, nem a determinado partido. Respeitamos o posicionamento e a consciência de cada um e não queremos criar constrangimento a ninguém indicando para votar neste ou naquele candidato. Não praticamos o “Voto de Cabresto”, ou, em outras palavras, o “Voto de Cajado”.

  1. ORIENTAMOS O ELEITOR

O processo da decisão eleitoral deve ser feito com grande responsabilidade. Dentre alguns cuidados, não deixe de conferir:

  • Se o candidato tem caráter, é “ficha limpa” e não está envolvido em nenhum processo de corrupção;
  • Se o pretendente ao cargo tem experiência e competência para o cargo pretendido. Para tanto, busque informações isentas a respeito do candidato e analise sua história de vida;
  • Se as propostas do candidato são relevantes, justas e possíveis de serem executadas. Para tanto, ouça atentamente o que o candidato pretende no cargo e, principalmente, como irá fazer o que propõe.
  • Se o posicionamento do candidato e de seu partido político são coerentes com a atuação que temos como igreja. Veja alguns exemplos:
    • FAMÍLIA: Oramos todos os domingos pelos filhos. Não faz sentido votar em pessoas que trabalham na direção da desconstrução da família ao invés de valorizar e proteger.
    • DROGAS: Apoiamos ministérios como o Água Pura que trabalham para libertação de dependentes químicos e do álcool. Não faz sentido votar em quem é favorável à descriminalização e liberação das drogas.
    • LIBERDADE: Sustentamos missões e missionários que sofreram e ainda sofrem com as consequências do comunismo. Em 2017, por exemplo, inauguramos um templo na Albânia. Não faz sentido votar nos candidatos de partidos comunistas e afins, pois já sabemos para onde esse discurso leva, como no caso da sofrida Venezuela.
    • SEXUALIDADE: Incentivamos o ministério Paz com Deus que trabalha para ajudar pessoas que enfrentam conflitos na área da sexualidade. Não faz sentido votar nos candidatos que defendem o casamento entre pessoas do mesmo sexo e que militam pelo ensino de ideologia de gênero nas escolas.
    • ABORTO: Aprendemos, pelas Escrituras, que os olhos de Deus já nos acompanhavam desde quando éramos substância ainda informe, quando estávamos sendo entretecidos no interior de nossa mãe (Salmos 139.13-16). A vida começa no embrião. Tão forte é isso que João Batista foi cheio do Espírito Santo quando ainda estava na barriga de sua mãe Isabel. Nossa inclusão das crianças é tão real que até as batizamos ainda bebês. Não faz sentido votar em pessoas que defendem a liberação do aborto.
    • ECONOMIA: Intercedemos pela vida financeira das pessoas para que sejam prósperas na geração de riqueza e generosos em compartilhar. Não faz sentido votar nos candidatos que não valorizam o empreendedorismo, livre mercado e flexibilidade nas relações de trabalho.
    • SUSTENTABILIDADE: Observamos que tudo o que Deus criou tem o princípio da sustentabilidade, no microcosmos, passando pelo ecossistema ao universo espacial. Não faz sentido votar em pessoas que não apoiem e enfrentem correções necessárias nos sistemas falidos como o da Previdência, da Política, dos gastos públicos etc. 
    • ESTADO: Estudamos na Bíblia que o modelo de governo ideal dado por Deus foi por meio de Jetro, com o poder descentralizado, e com o governo central bastante enxuto. Quando o povo desejou ter Governos centralizados, Deus mesmo disse que lhes seria oneroso. Não faz sentido votar em quem defende um Estado pesado e, na prática, aparelha a máquina pública com pessoas empregadas para manutenção do poder.
    • IGREJA: Como igreja local, cuidamos do ensino de crianças carentes por meio do Centro de Educação Infantil Alegria, de idosos por meio do Lar Maria Tereza Vieira, contribuímos com a saúde do pobre e necessitado porintermédio do Hospital Evangélico, além de diversas outras ações sociais. Não faz sentido votar nas pessoas que ignoram, desvalorizam, desprezam e perseguem a igreja.
    • ISRAEL: Somos orientados pela Bíblia a orar por Jerusalém, e assim o fazemos desde sempre. Não faz sentido votar em quem é contra o Estado de Israel.

Em resumo: vote em gente que proteja a família, diga não às drogas, defenda a liberdade política, posicione-se contra a ideologia de gênero, proteja a vida contra o aborto, seja favorável à economia livre, atue com firmeza na correção dos Sistemas na busca da sustentabilidade, advogue pela estrutura leve do Estado, respeite a igreja e Israel.

  1. ORAMOS PELO PROCESSO ELEITORAL E PELAS AUTORIDADES PÚBLICAS

Oramos pelo processo político, para que transcorra em paz, para que a democracia se faça valer, para que os líderes constituídos governem com sabedoria, respeito, dedicação em prol do bem comum. Como está escrito em 1 Timóteo 2.1-2:   Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito.

  1. RESPEITAMOS A LEGITIMIDADE DO PODER CONSTITUÍDO

Segundo o texto de Romanos 13, entendemos que toda autoridade é instituída por Deus para o exercício de suas atribuições no limite de sua competência, para a promoção do bem estar, da paz e justiça do povo. Por isso, uma vez constituídas legitimamente, devem ser apoiadas e acompanhadas no exercício do poder, dentro do que preconiza a legislação, em alinhamento com a Palavra de Deus. E se, em algum momento, nos for exigido ir contra a verdade, contra a justiça, ou contra a vida, devemos nos posicionar como os apóstolos, pois, antes, importa obedecer a Deus do que aos homens (At 5.29).

Pesquise seus candidatos. Faça a tarefa de casa. Escolha com sabedoria e discernimento. A responsabilidade é sua, é nossa. Deus abençoe o Brasil!


Pr. Rodolfo Montosa
pelo Conselho da 1a Igreja Presbiteriana Independente de Londrina
Outubro de 2.020