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Uma reflexão neste dia dos pais.

Estava conversando com um amigo que acabou de se tornar papai. Sua vida era simples e ele não sabia. Houve grande transformação da rotina da casa, nas noites de sono, nas finanças, nas preocupações. Sua dedicação deixou-me impressionado. A conversa intensificou-se quando lhe fiz a pergunta: qual tipo de pai é você?

Para responder a questão, é importante reconhecer dois grandes eixos que desafiam qualquer pai: firmeza e ternura. O eixo da firmeza diz respeito à capacidade de promover disciplina e responsabilidade. É a dimensão da exigência, rigidez, ordem, obediência. O eixo da ternura diz respeito aos gestos de carinho e afetuosidade. É a dimensão do colo, abraço, beijo, suavidade. É fácil enxergar a existência dos dois eixos. Difícil é equilibrar a intensidade em cada um, em cada momento da vida. O cruzamento desses dois eixos traz quatro tipos diferentes de pais:

Pai ausente é aquele sem firmeza e sem ternura. Deve ser o pior tipo. Torna-se indiferente, distante, apático. Não desenvolve qualquer conexão com seus filhos. É o pior vilão da história. Sua atitude, via de regra, gera filhos dispersos, alheios e indolentes.

Pai opressor é aquele com firmeza e sem ternura. É do tipo desequilibrado e pode se tornar violento física e emocionalmente. A base de sua relação com os filhos é muito crítica. É duro, exigente e insensível no relacionamento. Em geral, gera filhos traumatizados e revoltados.

Pai permissivo é aquele sem firmeza e com ternura. É do tipo flexível, condescendente, transigente, complacente. Tem cara e jeito de amiguinho. Não estabelece limites e muito menos cobra quando há evidente indisciplina. Quase sempre gera filhos tiranos e insaciáveis.

Pai amoroso é aquele com firmeza e com ternura. Disparadamente é o melhor de todos, do tipo ideal. Consegue equilibrar o castigo necessário com o afago desejável, o elogio merecido com a repreensão indispensável. É o verdadeiro herói da história. Em tese gera filhos estáveis emocionalmente e ativos em seus sonhos.

Nossa conclusão é que, até hoje, meu amigo está sendo um pai amoroso. Suas habilidades de firmeza ainda não foram testadas. Mesmo assim, a conversa trouxe boa consciência e grande esperança para alcançar êxito na emocionante aventura de ser pai.

E você, qual tipo de pai tem sido?