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Portanto, todos nós, com o rosto descoberto, refletimos a glória que vem do Senhor. Essa glória vai ficando cada vez mais brilhante e vai nos tornando cada vez mais parecidos com o Senhor, que é o Espírito (2 Coríntios 3.18 – NTLH).

O ser humano é uma das obras mais fantásticas da criação. Basta observar a harmonia que existe na sua constituição fisiológica, órgãos, membros, tudo funciona perfeitamente, como uma engrenagem. E o que dizer do cérebro, do intelecto, da capacidade de criação, de compreensão, de motricidade, de sentir, interagir, interferir e influenciar o meio?! Destaque também para a capacidade de relacionamento. Mas apesar de tudo isso, não passa de um simples ser humano limitado. Não tem poder para controlar - embora alimente essa ilusão - principalmente o tempo: passado, presente e futuro; nem as circunstâncias. Ah! Mas ele pensa que pode!

O ser humano com toda sua capacidade e competência, não consegue acrescentar um dia ao curso de sua vida, não sabe quantos fios de cabelo há na sua cabeça. Parece simples, não é? Para quem já chegou aonde chegou: na lua, descoberta do código genético, clonagem de animais, avanços tecnológicos em diversas áreas, etc. Apesar de tudo, permanece um incômodo inconformismo. É que o brilhante ser humano quer ocupar um lugar que não é dele, e sim, de Deus. Afinal, com todo esse currículo, ele bem que parece, mas não é.

Quando assimilamos isso, eliminamos um fardo das nossas costas. Podemos usufruir de todo o talento, capacidade, habilidade, sem necessidade de estar no controle, afinal, o Autor e Criador sabe, melhor do que ninguém, cuidar da sua criação.

Parecemos tanto com o nosso Criador que nos confundimos com ele. Imagine a seguinte cena: quando olhamos para a tampa de metal de uma lata de achocolatado em pó vemos o nosso rosto, mas não nitidamente, certo? Mas sabemos que se trata do reflexo de nossa imagem um tanto distorcida. Deus nos criou (a raça humana) à sua imagem e semelhança (Gênesis 1.27), mas à medida que o ser humano se afastou dele, perdeu o referencial, e sua imagem perdeu a nitidez. Longe de Deus não sabemos quem somos, ou melhor, não somos. Sem Deus estamos mortos espiritualmente (Efésios 2.1-10). Basta olharmos ao nosso redor, ou para nós mesmos, e perceber quanta gente em crise existencial, crise de identidade. Muitos buscam respostas na religião, nos vícios, na idolatria, nas boas obras, nos relacionamentos e até mesmo em servir a Deus. Queremos algo ou alguém que supra esse vazio existencial, alguém que seja alvo da nossa entrega, fé e devoção. O fato é que nos tornamos semelhantes ao objeto da nossa adoração.

Voltando um pouco ao Jardim do Éden (Gênesis 3), quando o homem não acreditou que era perfeito, completo e tinha tudo que precisava, deixou-se enganar pela serpente e comeu do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Naquele momento ele morreu espiritualmente, foi separado de Deus. O pecado distorceu, não só sua imagem, mas desfigurou sua alma e o seu corpo.

Como recuperar quem sou, minha essência original? Nascendo de novo, essa foi a resposta de Jesus (João 3.1-8). Quando recebemos a vida gerada pelo Espírito Santo, nos tornamos filhos de Deus e voltamos a ser quem ele planejou que fôssemos. Recebemos o seu DNA. A partir daí começa uma jornada de crescimento. À medida que nos tornamos mais íntimos do Pai, experimentamos o amadurecimento, ao mesmo tempo, a maturidade nos permite usufruir de um relacionamento mais profundo com Deus. Nesse relacionamento vamos conhecendo melhor o nosso Pai, passamos a nos enxergar com mais nitidez, nos sentimos mais confortáveis em ser quem somos, e descobrimos a razão e o propósito da nossa existência.

É isso que você está buscando? Jesus fez tudo por você. Receba a vida dele!

Vanessa Sene Cardoso