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“O Senhor protege o estrangeiro e sustém o órfão e a viúva” (Salmos 146.9a - NVI).

Os conflitos, a perseguição e a pobreza em lugares como a Síria, Líbia, Afeganistão, Eritréia, Somália, Nigéria, o Sudão do Sul e outros países estão impulsionando homens, mulheres e crianças a fazer a perigosa viagem através do Mar Mediterrâneo. Mais de 2.600 migrantes se afogaram no Mediterrâneo no primeiro semestre de 2015 tentando alcançar os países da União Europeia.

Para essas pessoas, pagar milhares de dólares a um traficante para atravessar o mar em uma barca frágil é quase a única opção que lhes resta. Tomar essa decisão diz muito sobre as circunstâncias das quais fogem. Muitas pessoas, incluindo famílias com crianças pequenas, fugiram de países arrasados pela guerra, outras foram perseguidas por suas convicções religiosas e políticas, são torturadas e ameaçadas de morte se permanecerem no país.

Aqueles que não têm dinheiro para tentar fazer essa travessia pelo mar, em busca de uma nação que lhes ofereça condições de desenvolvimento e vida melhor, têm se escondido dentro de suas nações, vivem como peregrinos e estrangeiros, escondidos dentro dos seus países. Outros atravessam as fronteiras dos países vizinhos, que não têm condições, infraestrutura ou qualquer tipo de benefício para oferecer a estes refugiados. Ali eles vivem em estado de extrema miséria e falta de dignidade humana.

Um exemplo marcante desse contexto é o Líbano, um país de 4,5 milhões de habitantes, que viu passar por suas fronteiras, de 2011 a 2015, aproximadamente, 1,2 milhão de refugiados da Síria. Provavelmente isso aconteceu por conta da fragilidade na segurança dos 360 km de fronteira entre os dois países. A maioria dos emigrantes eram mulheres, viúvas e com filhos pequenos, ou crianças e adolescentes órfãos e sozinhos. A Síria, nos últimos quatro anos, gerou o maior número de refugiados desde a Segunda Guerra; 12 milhões de pessoas deixaram o país.

O Afeganistão vive em diferentes conflitos desde 1970. Antes da crise na Síria era o maior gerador de refugiados. Aproximadamente 4 milhões de pessoas que se tornaram peregrinas, sendo que 80% delas saíram do Afeganistão para os países vizinhos, como o Paquistão e o Irã, que também tem os seus conflitos e praticam perseguições semelhantes. O que as fazem procurar refúgios como estes? O desespero, a falta de alternativa.

Outro exemplo é a Eritréia, considerada a “Coreia do Norte Africana”. Sofre altos índices de repressão. O intenso recrutamento para o serviço militar, que é obrigatório e não tem duração previamente definida, fez com que 216 mil pessoas buscassem abrigo em países como a Etiópia e Sudão, que não têm o mínimo de estrutura para a sua população.

Esses são alguns exemplos, uma tentativa de explicar o motivo dessa crise de refugiados que começa a chamar nossa atenção pelos noticiários recentes, mas que é um problema antigo. A África e a Ásia estão pedindo socorro e nós, cristãos, não podemos nos omitir. Existem muitas formas de ajudar, mas hoje pedimos que ajudem com algo simples e possível até para as crianças: oração. Vamos orar pelos refugiados!

Fonte: www.uol.com.br ; www.folha.uol.com.br ; www.anistia.org.br