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Todos os dias, unidos, se reuniam no pátio do Templo. E nas suas casas partiam o pão e participavam das refeições com alegria e humildade. Louvavam a Deus por tudo e eram estimados por todos. E a cada dia o Senhor juntava ao grupo as pessoas que iam sendo salvas (At 2.46-47 - NTLH).

Já se vão quase dez anos desde a minha entrada como membro da 1ª IPI de Londrina e ainda lembro como esses versículos de Atos me causavam uma certa nostalgia, pois davam-me a sensação de que uma igreja como a primitiva era uma utopia. O excesso de atribuições diárias, para uma pessoa como eu, médico, atendendo em vários hospitais, professor universitário, fazendo plantões noturnos, aluno de mestrado e pai de família, tornariam o sonho de viver como os primeiros cristãos algo inatingível e até descabido.

Foi com essa falsa certeza que o Senhor conduziu a minha vida a uma célula. Recém-chegado a Londrina, todos daquele grupo eram estranhos e, em poucas semanas, eu me vi acolhido, frequentando suas casas, partindo o pão, dividindo dores, alegrias, ajudando e sendo ajudado. Foi um amor instantâneo, que levou-me ao desejo de trazer todos para esse tipo de vida. A primeira vida que influenciei foi da minha namorada, hoje minha esposa. Junto com ela vieram suas irmãs e cunhados, uma delas junto com seu esposo. Hoje já são supervisores de células.

Minha vida passou a ser plenamente vivida na igreja. Casamos com a bênção do Pr. Pedro e Pr. Lincoln, veio a Sofia, que teve o parto assistido pelo Pr. Dr. Lincoln e recebida pela Pra. Dra. Cibele. Logo nos tornamos líderes de uma célula. Foram muitos cursos na EBE, memoráveis acampamentos, seminários, shows, a célula multiplicou, etc.

Para a reunião da célula, separei uma noite na qual passei a não marcar nenhum compromisso e posso testemunhar de como um tempo de qualidade, dedicado a Deus, é frutífero e fundamental. O tempo dedicado a Deus é diretamente proporcional às bênçãos, ou seja, mais tempo com o Deus, mais alegria, mais paz, mais prosperidade financeira, mais amizades verdadeiras.

Assim relatando, parece uma vida sem problemas, mas não, continuou sendo uma vida como a de qualquer cidadão comum, com o diferencial de ter a certeza que estando na igreja, participando de uma célula, apoiando a obra missionária, fazendo caridade, pregando o evangelho com palavras e testemunho, estamos cumprindo o propósito de Deus.

Em muitos momentos pensava que somente estariam, perfeitamente, na vontade de Deus aqueles que se dedicassem, integralmente, à obra de Deus. Vivendo em célula aprendi que a sagrada missão dos pequenos grupos é a base para construção de uma grande edificação: o reino de Deus. Sabemos que uma casa que não tem alicerce, que não é edificada na rocha, que é Jesus, cai. Conviver em células é a base para uma vida cristã bem-sucedida.

Otávio Goulart Fan