Não desperdice o dom que Deus lhe deu!

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Não negligencie o dom que lhe foi dado mediante uma profecia quando o corpo de anciãos lhe concedeu por imposição de mãos. Seja diligente nesta tarefa, dedique-se a ela, para que seu progresso seja evidente a todos. Preste atenção em si mesmo e no ensino, permanecendo nele, porque desse modo você libertará a si mesmo e a quem o ouvir. (1 Timóteo 4.14-16)

Nessa carta escrita pelo emissário Paulo a Timóteo, a quem foi confiada a igreja em Éfeso, notamos nítido caráter pastoral, onde Paulo dá instruções precisas para que seu pupilo pudesse utilizar seus dons à frente daquela comunidade, reformando-a no que era preciso, especialmente para que deixassem de ensinar doutrina diversa ao verdadeiro evangelho; para que parassem de dar atenção a mitos e genealogias intermináveis; para que não se perdessem em si mesmos.

Somente pessoa com dom do ensino, da palavra, e coração totalmente voltado aos desígnios de Deus, poderia fazer frente a essas necessidades.   

Do mesmo modo como Timóteo permaneceu firme em sua missão, precisamos estar atentos aos nossos dons e talentos, notadamente quando somos chamados a utilizá-los em prol do Evangelho, seja em ministério específico, seja no nosso dia a dia, onde estivermos.

Um dos métodos mais utilizados por Jesus era a parábola: narrativa alegórica que objetiva transmitir mensagens de maneira indireta, usando como recurso analogia ou comparação, que transmite preceitos morais ou religiosos, comum nas Escrituras Sagradas, segundo definição encontrada no dicionário Michaelis.

Na parábola dos talentos, retratada em dois momentos na Bíblia, Marcos 25.14-30 e Lucas 19.12-27, Jesus ensina que não se deve reter o que Deus dá para sua obra, seja por medo, seja por mera prudência, como fez o servo que enterrou a moeda que lhe foi confiada, sem arriscar multiplicá-la.

Como diz meu discipulador: “Quem tem posto a mão no arado, não pode olhar para trás!”

Assim, a parábola dos talentos, retratada há mais de dois mil anos, permanece atual e é perfeitamente aplicável a nós, assim como toda a Bíblia, atemporal.

Para além de não devermos desperdiçar nossos dons e talentos, eu iria mais longe dizendo que não podemos negligenciar o poder de utilizá-los concertadamente, em equipe, um só corpo, o corpo de Cristo, unido em propósito específico, intencional de disseminar e viver a Palavra das mais variadas formas: louvor, pregação, escritos, oração, troca de experiências, conversas, atitudes etc.

Se permanecermos unidos em Cristo, não haverá desperdício!

Paulo Povedano 

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