Porém Jesus ia para lugares desertos e orava (Lucas 5.16 – NTLH).
Jesus fazia da oração um hábito constante. Ele orou no monte das Oliveiras, no Getsêmani, nas casas, no templo e também em lugares ermos e desertos.
Há um fenômeno conhecido como deserto florido, ou flores no deserto, onde sementes adormecidas em solos áridos florescem. Um exemplo é o Deserto do Atacama, no Chile, que se transforma numa paisagem de beleza extraordinária com o desabrochar das flores.
Em Isaías 35.1-2, lemos: O deserto se alegrará, e crescerão flores nas terras secas; cheio de flores, o deserto cantará de alegria. Deus o tornará tão belo como os montes Líbanos, tão fértil como o monte Carmelo e o vale de Sarom. Todos verão a glória do Senhor, verão a grandeza do nosso Deus. Este é o poder da oração: transformação! A oração transforma nosso deserto interior e nosso deserto exterior.
Jesus foi aos desertos para ouvir a voz de Deus. Ele se fortalecia para os embates do dia a dia nesses momentos. O deserto se transformava em direção, graça e força porque ali ele encontrava a presença de Deus. A transformação milagrosa do deserto em um lugar florido, com alegria, canto, glória e esplendor acontece quando buscamos Deus em oração.
Podemos sentir, em algum momento, como se estivéssemos no deserto. Momentos de morte espiritual e incertezas podem fazer com que nosso coração pareça seco e sem vida. O texto de Isaías é uma promessa: mesmo nos lugares mais áridos e desafiadores, Deus tem o poder de fazer florescer o que parecia impossível.
As flores do deserto florescem em condições adversas. Isso nos ensina que nossos desertos podem ser oportunidades para nosso crescimento espiritual. Às vezes, é nas situações mais difíceis que nossa fé floresce de maneira mais profunda, por meio da oração. Vamos orar, mesmo em meio aos meus desertos, acreditando que Deus pode transformar todas as coisas.
Miriam Cristina Fava


