Em resposta, Simão disse: — Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, sob esta sua palavra, lançarei as redes (Lucas 5.5).
Em Lucas 5.1-11, Pedro provavelmente encontrava-se cansado e desanimado, após uma noite inteira de trabalho sem nenhuma recompensa. Jesus, então, ordena que mais uma vez a rede seja lançada. Mesmo diante das condições desfavoráveis, Pedro escolhe obedecer.
A obediência não só o recompensou com uma pesca maravilhosa, mas também lhe mostrou que Jesus é Senhor sobre todas as coisas. Diante de tal revelação, Pedro não se sente digno de andar ao lado dele. Mas Jesus o chama de maneira irresistível: De agora em diante você será pescador de gente (v 10).
Em João 21, o mesmo Pedro, depois de negar o Mestre, sente-se fracassado, envergonhado. Ele volta a pescar, mas não imaginava que logo seria alcançado pela graça restauradora de Jesus. Três vezes Jesus pergunta diretamente: Simão, filho de João, você me ama? E, a cada resposta afirmativa de Pedro, Jesus reforça o que ele tinha que fazer: Apascente/Pastoreie minhas ovelhas (vv 15-17).
É reconfortante saber que não depende de nós, da nossa capacidade, da nossa força, de uma personalidade favorável ou de uma posição privilegiada. Ele nos chama em nossa condição para uma vida de obediência e fé. E, quando erramos e reconhecemos, ele nos perdoa e nos conduz de volta ao seu propósito.
Hoje, Jesus continua a nos chamar para apascentar suas ovelhas, especialmente os cordeirinhos, independente de nossas limitações. E, quando falhamos, ele não nos rejeita. Assim como fez com Pedro, ele nos restaura para continuar servindo. E assim acontece com todos aqueles que ele chama.
Sandra Prado Ramos Zambroti


