E disseram um ao outro: — Não é verdade que o coração nos ardia no peito, quando ele nos falava pelo caminho, quando nos explicava as Escrituras? (Lucas 24.32)
Na minha infância e pré-adolescência, morei no sítio, e minha mãe sempre amou flores. Em cada casa que moramos, tinha uma variedade de flores que ela cultivava. Isso trazia beleza à frente da casa. Ela nos ensinou a gostar de plantas e cuidar com zelo: regá-las sempre, afofar a terra, colocar mais terra vegetal, cascas de verduras (nutrientes), para mantê-las saudáveis e bonitas.
O jardineiro Jesus também quer nos manter sempre saudáveis, trazendo avivamento à terra do nosso coração. Na caminhada da fé, muitas vezes, andamos tão acelerados, são tantos barulhos externos e internos, preocupações, dificuldades financeiras, desafios interpessoais, redes sociais, a rotina etc. Quando vemos, estamos distantes do Jardineiro, em frieza espiritual.
No caminho de Emaús, os discípulos não perceberam que era Jesus quem os acompanhava. Muitos ruídos na alma e emoções abaladas geraram frieza espiritual, e a presença do Mestre se tornou imperceptível. Mas, quando ele começou a expor as Escrituras Sagradas, seus corações arderam e queimaram. De fato, a Palavra reaviva o nosso coração, é fôlego de vida, gera fé e esperança, reconectando-nos com o Jardineiro.
No caminho, podemos estar distantes do Jardineiro, frios espiritualmente. Mas, ao ouvirmos sua Palavra, que é a boa semente, essa germina em nosso coração, eliminando toda frieza espiritual. E, assim, o nosso coração arde novamente, sendo aquecido e reavivado, para que, com amor e ousadia, sejamos instrumentos no resgate de muitas vidas para Jesus.
Patrícia Rodrigues Ferreira


