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Ao longo do mês, ressaltamos a necessidade de entrarmos na presença do Senhor para confissão e consagração, destacamos a importância de um coração cheio de louvor e gratidão e acentuamos o valor da fé para petição e intercessão. Agora vamos refletir sobre adoração e santificação como um fator indispensável para o relacionamento com Deus e a vida de oração. Somente Deus e o adorador sabem distinguir o que está acontecendo no momento da oração, se uma adoração verdadeira ou apenas canções, se um culto real ou vãs repetições.

Nos Salmos: o salmista, no Salmo 139, faz uma oração pessoal e íntima (observado pelos 50 pronomes utilizados por ele - me, meu, eu, minha, mim). Ele mostra que existe um caminho a ser trilhado pelo adorador. A primeira etapa é reconhecer a grandeza de Deus (vv 1-16), citando alguns atributos, como: onisciência, onipresença, onipotência. A segunda etapa é reconhecer nossa pequenez (vv 17-18), percebendo o quanto Deus vai além daquilo que podemos entender. A terceira etapa é reconhecer nossa dependência de Deus (vv 19-24), nos deixando ser transformados por Deus. Esse caminho não tem fim, quanto mais a gente percebe os atributos, grandeza de Deus, mais a gente enxerga nossa pequenez, e assim, mais dependentes dele seremos; percebemos mais atributos, nossa dependência e assim continua indefinidamente. O caminho do adorador conduz à eternidade.

Com Jesus: aprendemos que todo cristão é santificado para proskuneo, render-se em adoração a Deus, glorificando-o e desfrutando de sua presença e companhia. Para que sejamos ainda mais preparados para essa adoração e santificação, vamos estudar a oração sacerdotal de Jesus em João 17, nos deleitarmos na revelação que há nessa poderosa oração e seus valiosos ensinamentos sobre o amplo caminho que foi designado para os filhos e filhas de Deus.

No Antigo Testamento: a miséria conduziu Jó à plena consciência de sua dependência de um Redentor (Jó 19.25), de que nada do que tinha ou era provinha de si mesmo (Jó 1.21). Em suas palavras: Eu preciso de quem defenda o meu direito diante de Deus (Jó 16.21 – NTLH). Sua dor trouxe um grito de clamor pela presença de Deus: Ó Deus, só tu podes garantir o meu livramento; quem mais tenho eu para ser meu fiador? (Jó 17.3 – NTLH). Mesmo que de uma maneira confusa, Jó expõe seu coração e Deus ouve sua oração. De uma forma estranha, mas maravilhosa, Jó enxerga a grandeza, soberania, poder, graça e amor de Deus. Daí nasce uma sincera adoração e o ardente desejo de santificação daquele que antes só conhecia Deus de ouvir falar e passou a vê-lo com seus próprios olhos (Jó 42.5).

No Novo Testamento: temos uma linda oração feita pelo apóstolo Paulo (Rm 11.33-36). Ao ensinar de maneira graciosa à igreja de Roma sobre a misericórdia e a aliança de Deus em Cristo, ele escreve de maneira poética uma canção de adoração, reconhecendo a grandeza do conhecimento, do juízo e dos caminhos do Senhor. Vamos aprender com Paulo sobre adoração e santificação, quando afirma sobre Deus: porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas.

Orar e adorar a Deus é mais que música, mais que assistir a um culto presencial ou on-line. É estar aos pés de Jesus sem colocar nada nem ninguém em primeiro lugar, reconhecendo quem é Deus, o amado Pai, que em Cristo nos tornou filhos e por amor a ele, vivemos de maneira separada, numa vida de santificação. Deus não procura música, mas adoração; não procura criaturas que o impressionem, mas filhos santificados que o adorem em espírito e em verdade. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!


Cibele Montosa, Camila Zemuner, Rodolfo Montosa e Daniel Zemuner

 

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