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Mensagem de 28.10.18


[…] Deus é amor […] (1 João 4.8, 16).
 

Tenho profunda convicção de que o maior e melhor de todos os amigos do coração é o amor. Mas não qualquer tipo de amor, senão o amor de Deus. A afirmação do apóstolo de que Deus é amor nos faz ver além. “Deus é amor” é o mesmo que falar que amor é Deus. “Amor de Deus” é o mesmo que falar Deus de amor. “Deus é a fonte do amor” é o mesmo que dizer que a essência do amor é Deus. “Deus é feito de amor” é o mesmo que dizer que o amor é feito de Deus. O amor é constituído do mesmo caráter, da essência, do coração, da natureza de Deus. Deus é constituído do mesmo caráter, da essência, do coração, da natureza do amor.

Mas estamos falando de que tipo de amor? C.S. Lewis, em seu livro Os Quatro Amores, ensina que existem quatro palavras no grego traduzidas por amor em nossa língua: estorge – aquele amor percebido dentro da família; filéo – o amor que existe entre amigos; eros – o amor entre cônjuges; e ágape – amor perfeito existente na unidade e comunhão entre Deus Pai, Filho e Espírito Santo, mostrado a nós por meio da cruz de Cristo. O ágape é o tipo de amor maior de onde todos derivam.

O ágape já foi derramado sobre nós. Foi derramado sobre nós porque fomos amados profundamente pelo Senhor: Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores? (Rm 5.8). Ele nos amou com este ágape sem que oferecêssemos algo para que nos amasse. Amor incondicional e altruísta. E esse amor veio para ficar. É inviolável, inquebrável, impenetrável. Por isso Paulo perguntou: Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada (Rm 8.35)? Assim, todo aquele que está em Cristo recebeu essa semente do amor de Deus. Como está escrito: Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado (Rm 5.5).

O ágape cresce e aumenta em nós. É possível e desejável que esta semente do ágape de Deus cresça em nós. Por isso Paulo escreveu: Irmãos, cumpre-nos dar sempre graças a Deus no tocante a vós outros, como é justo, pois a vossa fé cresce sobremaneira, e o vosso mútuo amor de uns para com os outros vai aumentando (2 Ts 1.3). E ainda: E o Senhor vos faça crescer e aumentar no amor uns para com os outros e para com todos, como também nós para convosco (1 Ts 3.12). O apóstolo João deixou claro que é amor prático: Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade (1 Jo 3.18). Por isso Paulo exortou: Todos os vossos atos sejam feitos com amor (1 Co 16.14). Os atos de amor multiplicam o próprio amor.

O ágape é intenso e sem medida. Mas o ágape pode crescer até quanto? Agostinho ensinou que “a medida do amor é amar sem medida”. Nessa direção, a Palavra ensina que o ágape é intenso (sacrificial, altruísta): Jo 3.16; 15.13; Rm 5.8. É extenso (alcança todos em todas as dimensões): Ef 3.17-19. É superior: 1 Co 13.4, 8; Jr 31.3. É exigente: Jo 15.9; 1 Jo 2.15. É inquebrável: Rm 8.35, 39. É terapêutico: Sf 3.17; 1 Jo 4.18.

Em resumo, recebemos a semente do ágape de Deus, que deve crescer sem limite em nosso coração. Assim acontecendo, o ágape vai potencializar o amor dentro da família, entre amigos, entre cônjuges, estendendo-se ao próximo. Não há jeito melhor de cuidar do nosso coração do que este: mergulhado no ágape de Deus!

Rev. Rodolfo Garcia Montosa