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"Aviva a tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos, e, no decurso dos anos, faze-a conhecida" (Habacuque 3.2 – NAA).

 

No tempo do profeta Habacuque (séc. 7 a.C), Judá estava sob o poder da Assíria, pois vivia bem longe de Deus. Havia muita perversidade e injustiça naqueles dias. Em formato de diálogo com Deus, o profeta manifesta sua indignação com a sociedade violenta e sua queixa  pela intervenção de Deus. No centro de sua oração, pede por avivamento. Suas palavras indicam o desejo por um avivamento focado, contínuo e que se torne conhecido.

Avivamento focado: "Aviva a tua obra, ó Senhor". O que o profeta pede é que a obra do Senhor seja avivada. Não é qualquer obra que precisa ser revitalizada, mas aquela feita pelo próprio Deus, alinhada com o seu coração. A oração do profeta é resposta à própria declaração do Senhor no início de seu livro: "Olhem entre as nações e vejam; fiquem maravilhados e admirados. Porque, no tempo de vocês, eu realizo obra tal que vocês não acreditarão se alguém lhes contar" (Habacuque 1.5 – NAA).  Desde a criação, toda obra de Deus é plenamente perfeita e admirável. Sua obra está além de nós, mas também acontece dentro de nós, passa pela nossa família, segue para todo o povo de Deus, termina impactando o mundo ao redor. Sua obra envolve beleza, força, pureza, justiça, santidade. Sua obra produz espanto, arrependimento, salvação, cura, libertação, e tantas outras incontáveis bênçãos.

Avivamento contínuo: "no decorrer dos anos". O profeta tem consciência de que, assim como a primeira obra relatada no livro das origens, a obra do Senhor envolve um processo contínuo. Pode ser de seis dias, anos, séculos, milênios, não importa. A obra que ele começou há de ser sempre vivificada, avivada, finalizada. "Porque a visão ainda está para se cumprir no tempo determinado; ela se apressa para o fim e não falhará. Mesmo que pareça demorar, espere, porque certamente virá; não tardará" (Habacuque 2.3 – NAA). Neste ano que estamos começando continuará avançando, pois seus planos não podem ser frustrados. Ele não desiste, não para no meio do caminho, não se cansa. Sua obra continua, pois é movida pelo seu grande amor.

Avivamento conhecido: "faze-a conhecida". Ao final, se dirá entre todas as nações, povos, raças, eras, gerações: com efeito, grandes obras fez o Senhor por eles, neles e por meio deles. A obra do Senhor não ficará esquecida, despercebida. A obra do Senhor é destinada a tornar-se conhecida e revelar a sua glória majestosa: "Porque a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar" (Habacuque 2.14 – NAA). Todo avivamento derramado pelo Senhor, na história, gerou arrependimento e conversão. Não será diferente na obra que ele está vivificando nos dias de hoje, transformando corações duros e frios em corações cheios de temor e confiança, pois "o justo viverá pela sua fé" (Habacuque 2.4b – NAA).

Assim sendo, com o coração avivado pela obra de Deus em nós, podemos orar como o profeta: "Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na videira; ainda que a colheita da oliveira decepcione, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas desapareçam do aprisco, e nos currais não haja mais gado, mesmo assim eu me alegro no Senhor, e exulto no Deus da minha salvação. Deus, o Senhor, é a minha fortaleza. Ele dá aos meus pés a ligeireza das corças, e me faz andar nas minhas alturas" (Habacuque 3.17-19 – NAA).

Rev. Rodolfo Garcia Montosa