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Quem de vocês estiver sem pecado seja o primeiro a atirar uma pedra nela (João 8.7). Com essas palavras Jesus cala a boca de todos os acusadores hipócritas que queriam apedrejar a mulher pecadora. Afinal, à exceção de Jesus, todos nascemos em pecado (Rm 3.23; 5.12), por isso seremos julgados e condenados (Rm 2.12; 6.23). O caminho da nossa salvação passa, necessariamente, pela confissão de nossos lábios e consagração de nosso coração.

Nos Salmos aprendemos que confissão é uma vida sem máscaras, não deixar que crie raízes. Os loucos zombam do pecado, mas nós não brincamos com ele. Ao pecar, corremos para Deus e confessamos. A consagração envolve rendição, entrega, reconhecimento de quem eu sou e de quem é Deus. Se ele é o Senhor de tudo para mim, devo sujeitar tudo o que sou e tudo o que tenho a ele.

Na vida de Jesus temos muitos ensinos sobre seu compromisso com a oração. No entanto, não há dúvida, de que uma das mais marcantes, foi a última, na cruz, quando clamou em alta voz dizendo: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. Tendo dito isto, morreu (Lucas 23.46). Jesus não tinha o que confessar, pois jamais pecou, mas sua última declaração foi de uma consagração eterna e incondicional, que lhe custou a própria vida para nos concedê-la.

No Antigo Testamento encontramos a linda história de Neemias quando, ao ficar sabendo da miséria e humilhação do povo de Israel e das ruínas e destruição das muralhas de Jerusalém, sentou-se, chorou, lamentou, jejuou e orou ao Deus dos céus em profunda convicção dos pecados, movido por contrição e arrependimento, abrindo seus lábios em confissão aberta e transparente, disposto à conversão para os caminhos do Senhor.

No Novo Testamento encontramos os religiosos indignados com Jesus por permitir que uma mulher pecadora o adorasse ungindo e beijando os seus pés. A história termina com a mais linda expressão: Então, disse à mulher: ‘Perdoados são os teus pecados(Lucas 7.48). Ouçamos a mesma voz nos dizendo essa preciosa mensagem nos dias de hoje.

Pecados não confessados causam morte (Gn 2.17; Ez 33.8-13; Rm 8.12-13); provocam irritação (1 Rs 16.2) e cansaço no Senhor (Is 43.24); nos separam dele e interrompem nossas orações (Is 59.2; Sl 66.18) pois testificam contra nós (Is 59.12; Jr 14.7); expõem nossa culpa (Sl 69.5); causam opróbrio, desonra e vergonha (Pv 14.34) sendo lembrados (Sl 25.7), castigados (Os 8.13; 9.9) e punidos por Deus (Am 1.3, 9, 11, 13; 2.1, 4, 6; 3.2). Pecados não confessados nos embaraçam (Hb 12.1), nos desfalecem (Ez 33.10), nos consomem (Lv 26.39; Is 64.7; Ez 4.17), nos murcham como a folha, e como vento nos arrebatam (Is 64.6), causando enfermidades na alma e no corpo (Sl 103.3; Tg 5.16), gerando problemas e calamidades na vida (Dt 28). Pecar e não confessar procede do diabo (1 Jo 3.8), endurece o coração (Hb 3.13) e escraviza (Jo 8.34). Vamos, pois, confessar e nos consagrar.


Messias Anacleto Rosa, Daniel Zemuner, Pedro Leal Jr e Rodolfo Montosa

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