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Mensagem de 30.09.18

 

Deixa a ira, abandona o furor; não te impacientes; certamente, isso acabará mal (Salmos 37.8).

 


A fúria se manifesta quando alguém é tomado pelo ímpeto da raiva, pela cólera descontrolada, destilando fel e veneno, em rompante violento de ódio, muitas vezes surgindo como erupção súbita e voraz.

É comum sermos surpreendidos por algumas pessoas que se dirigem a nós movidas pela fúria. Quer seja no trânsito, em um evento público, no ambiente de trabalho, na família, quer em outra relação social, pessoas alimentam ódio e rancor por outras desencadeando um processo de furor expresso por meio de palavras hostis, gestos agressivos, podendo chegar ao extremo dos mais horrendos crimes passionais.

As origens da fúria são as mais diversas. Podem advir de inveja, manipulação por outros, ambiente que instiga respostas contundentes, ou de profundos desequilíbrios emocionais e distúrbios da alma, muitas vezes chamados de Transtorno Explosivo Intermitente. O surto de raiva pode ser disparado no trânsito, diante de uma resposta atravessada, uma cara feia, um atraso, alguém furando a fila, ou como resposta ao bullying na escola. Aliás, quantas cenas horrendas têm acontecido de adolescentes cometendo assassinatos nas salas de aula. Situações desconfortáveis que geram reações desproporcionais.

Para nos ajudar contra esse inimigo do coração, alguns textos bíblicos nos ensinam como agir e reagir diante daqueles que, habitualmente, são invadidos pela fúria:

Dê um tempo: Fica com ele alguns dias, até que passe o furor de teu irmão (Gênesis 27.44).

Dê distância: No seu conselho, não entre minha alma; com o seu agrupamento, minha glória não se ajunte; porque no seu furor mataram homens, e na sua vontade perversa jarretaram touros (Gênesis 49.6).

Seja justo: Enforcaram, pois, Hamã na forca que ele tinha preparado para Mordecai. Então, o furor do rei se aplacou (Ester 7.10).

Domine-a: Deixa a ira, abandona o furor; não te impacientes; certamente, isso acabará mal (Salmos 37.8).

Seja prudente: O servo prudente goza do favor do rei, mas o que procede indignamente é objeto do seu furor (Provérbios 14.35).

Espere livramento do Senhor: Então, Nabucodonosor se encheu de fúria e, transtornado o aspecto do seu rosto contra Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, ordenou que se acendesse a fornalha sete vezes mais do que se costumava (Daniel 3.19).

Responda mansamente: A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira (Provérbios 15.1).

Aja com sabedoria: O furor do rei são uns mensageiros de morte, mas o homem sábio o apazigua (Provérbios 16.14).

Repreenda-a, em nome de Jesus: Chegando-se a ele, despertaram-no dizendo: Mestre, Mestre, estamos perecendo! Despertando-se Jesus, repreendeu o vento e a fúria da água. Tudo cessou, e veio a bonança (Lucas 8.24).

A fúria reflete o coração adoecido e provoca enfermidade em quem está ao redor. É uma terrível inimiga do coração que precisa ser combatido com a sabedoria das Escrituras, o auxílio do Espírito Santo e a ajuda de pessoas maduras na fé.

Rev. Rodolfo Garcia Montosa