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Mensagem de 13.10.19


Como gosto de lembrar de quando você era criança! Aliás, volto um pouco mais: gosto de lembrar de você desde o tempo quando estava no ventre de sua mãe. Ali dentro, enquanto suas células estavam se multiplicando, seus órgãos sendo formados, suas primeiras percepções sendo ativadas, meus olhos estavam ativamente acompanhando tudo em detalhes. Todos os dias da sua vida até hoje e, muito além, até a eternidade, já estavam claros diante de mim e escritos no meu livro. Já ali, o Espírito Santo e eu intercedíamos até com gemidos inexprimíveis junto ao Pai pela sua história a ser vivida, tão forte sempre foi nosso amor por você.

Nunca vou me esquecer da primeira abertura de seus olhos, seu primeiro choro, suas pequenas mãos lançadas ao ar, seus primeiros passos, suas expressões do rosto que clamavam de fome, seu batimento de coração. A propósito, já disse, mas vale a pena repetir: não existe nenhum batimento do seu coração que não esteja claro em minha memória. Lembro-me da intensidade, do espaçamento, do som de cada um deles. Consegue entender a extensão de como me interesso por você?

Conheço todas as suas brincadeiras favoritas, suas comidas preferidas, suas risadas mais gostosas, suas artes engraçadas. Acompanhei cada mistério descoberto e me lembro do brilho em seus olhos, a alteração de suas pupilas, o levantar de suas sobrancelhas. Tudo isso, e muito mais, um dia contarei detalhes sobre você a você, pessoalmente. Juntos, passaremos a eternidade com toda a alegria que está preparada para nós.

Acompanhei também os dias quando sua inocência foi sendo substituída por pensamentos e sentimentos que roubaram a simplicidade e pureza de seu coração. Começou a ficar articulado nas tramas, desenvolveu segundas intenções, alimentou o sarcasmo, abandonou sua singeleza. A ingenuidade e credulidade foram sendo gradativamente substituídas pela malícia e impureza. Suas palavras pensadas e cuidadosamente planejadas caminhavam para alcançar um objetivo não revelado. Olhos começaram a esboçar certo nível de malignidade, palavras expressavam crueldade, ações refletiam perversidade. Aos poucos, tornou-se adulto com padrões e comportamentos bem distantes de mim. Em vez do jeito puro de criança, passou a ter um jeito dissimulado de ser, no lugar de franqueza, falsidade, contrariamente à sinceridade, hipocrisia. Seu coração foi ficando duro, suas críticas intolerantes e ácidas tomaram conta de seu olhar julgador e suas palavras sentenciadoras. Nada bom.

Certa vez, peguei meus discípulos conversando entre si com intenções sobre essas coisas ruins de adulto. Ficaram em silêncio, com certo constrangimento, pois discutiam quem era o maior entre eles, quais posições de poder conseguiriam ocupar, quem tinha prevalência sobre os demais, ou quais eram os preferidos do meu coração. Não tive dúvidas em repreendê-los. Chamei uma criança e a coloquei diante de seus olhos. Aquele gesto trazia à memória outros tempos, quando tiveram esse jeito maravilhoso e encantador de ser criança. Trouxe-lhes ao coração a maneira como olho para dentro de cada um. Não existe nada que possa estar oculto a mim. Sei discernir de longe o cheiro de tramoias, tramas, golpes, falcatruas, ardilezas, complôs, conluios, conspirações, chicanas.

Digo, hoje, o mesmo para você: seja como uma criança. Quero seu coração como de criança. Quero libertá-lo de todo o jeito perverso de ser. Aceite minha repreensão e entregue seu coração, agora, em minhas mãos. Somente na simplicidade você terá verdadeira alegria e plena paz. Amo crianças! Amo quando você volta a ser simples como foi quando criança!


Jesus Cristo (parafraseado por Rodolfo Montosa)

 

Rev. Rodolfo Garcia Montosa