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Dentre muitos desafios para desenvolvermos nossa vida emocional de maneira saudável, o estabelecimento de limites torna-se bastante relevante. Ao mesmo tempo que somos desafiados a superar nossos limites, somos desafiados a respeitá-los. Grande é o desafio de equilibrar a vida para não ultrapassar nem retroceder, não estar além nem aquém, não disformar nem conformar, não acelerar demais nem paralisar. Mais uma vez, aprenderemos com Davi, Jesus e Paulo.

Limites em Davi. O que temos a respeito da sucessão de Davi é inspirador e nos ensina sobre a necessidade de limites. O Senhor engrandeceu sobremaneira a Salomão perante todo o Israel; deu-lhe majestade real, qual antes dele não teve nenhum rei em Israel...Morreu (Davi) em ditosa velhice, cheio de dias, riquezas e glória (1 Crônicas 29.25-28). E Salomão descreve em detalhes a respeito de seu relacionamento com seu pai: Quando eu era filho em companhia de meu pai...ele me ensinava (Provérbios 4.3-4). Davi, cuidadosamente, estabeleceu limites e preparou, intencionalmente, seu filho. Vamos aprender sobre o poder da repetição e o poder da intimidade para que limites sejam estabelecidos de maneira relevante e transformadora.

Limites em Jesus. Os evangelhos mostram um interessante e intencional movimento de Jesus na direção de equilibrar sua agenda, seus contatos, sua espiritualidade. Mostram como Jesus estabeleceu limite entre trabalho e descanso (Marcos 6.30-34); limite entre estar com a multidão e com alguns poucos (Marcos 6.45-46); e limite entre estar com poucos e a sós com o Pai (Lucas 6.12-13; Mateus 14.13). Sabia quando fugir (João 8.59) e quando enfrentar (João 18.4); quando repreender (Mateus 23) e quando acolher (Marcos 10.16); quando falar (Mateus 5-7) e quando silenciar (Mateus 26.63); quando começar (João 2.11) e quando terminar (João 19.30). Ensinou, na prática, a importância de considerar nossos limites em suas mais variadas dimensões para nossa saúde emocional.

Limites em Paulo. Nosso foco aqui será o de refletir sobre a importância de limites nos relacionamentos, entre você e outra pessoa. O apóstolo Paulo foi uma pessoa com grande amplitude e intensidade de relacionamentos. Sabia que relacionamentos sem claro estabelecimento de limites podem ser tóxicos, nocivos, fatais. Precisou entender, aceitar, estabelecer e respeitar limites nesses relacionamentos, limites em si e no outro. Aprendeu sobre respeito pessoal e mútuo, a dizer não e sim, ser assertivo e amoroso. O mesmo Espírito Santo que o ensinou naqueles dias quer nos ensinar hoje.

Precisamos conhecer e reconhecer limites na agenda, nos relacionamentos, nas finanças, no trabalho, nas palavras. Vamos pedir ao Senhor que nos ajude a estabelecermos limites necessários de maneira sensível e sábia para o fortalecimento de nossa saúde emocional.
 

Daniel Zemuner e Rodolfo Montosa

 

Igreja IPI