Vendo Jesus a sua mãe e junto dela o discípulo amado, disse: — Mulher, eis aí o seu filho. Depois, disse ao discípulo: — Eis aí a sua mãe. Dessa hora em diante, o discípulo a tomou para casa (João 19.26-27).
Você com certeza já sentiu dor. Intensa ou leve, física ou emocional, por um longo período ou curto. Esse é um sentimento que com certeza todos já conhecemos. Quando sentimos uma dor física intensa, a resposta do nosso corpo é procurar se proteger limitando movimentos para não causar incômodo. No mesmo instante, a dor dispara uma resposta de estresse ao nosso cérebro, fazendo com que, de repente, a dor tenha toda nossa atenção e foco.
No texto, podemos observar um movimento totalmente diferente. Jesus, no ápice da mais intensa dor, não responde ao incômodo com irritação pela dor, não procura uma posição confortável para aliviar a dor; ao contrário de tudo, suporta e vai além.
Aos pés da cruz, Jesus vê sua mãe e o discípulo amado. Ele, mesmo sentindo tamanha dor, não deixa de olhar para os seus e se importar com a dor deles.
Ali, enfrentando tamanha dor, ele cuida dando direção, amparo, criando novos laços de apoio, afeto e provisão.
Hoje, quero encorajá-lo a olhar para a cruz, ver e sentir o que João viveu. Ele não quis relatar com mais detalhes a dor e a agonia da cruz, mas sim que mais uma vez foi alcançado e tocado pelo cuidado do seu Salvador.
Existe uma dor dentro de você? Em qual área da sua vida se sente desprotegido? Em que situação seu coração se encontra neste dia? Se nem mesmo a intensa dor de morte foi capaz de afastar o cuidado de Jesus por nós, imagine agora, depois de tudo consumado, tendo a dor trazido vida e a morte vencida.
Durante o dia de hoje, observe e anote situações onde você sentirá o cuidado de Jesus por você.
Estéfani Assis Pereira


