Este sinal miraculoso, em Caná da Galileia, foi o primeiro que Jesus realizou. Revelou assim a sua glória, e os seus discípulos creram nele (João 2.1-11).
Na natureza, tudo tem seu tempo. Vemos processos de transformação que levam tempo. A semente precisa germinar, a lagarta precisa passar pelo seu casulo, o fruto precisa amadurecer.
O texto nos mostra que, para Jesus, quando entra em cena, o tempo não é um limite, pois a transformação acontece no tempo dele e pode ser instantânea.
A água simples tornou-se vinho excelente. Assim também é conosco. A água representa a simplicidade, a nossa vida comum, às vezes até sem sabor. O vinho simboliza a plenitude, a alegria, o propósito restaurado. As talhas, ou jarros, representam nossa vida como recipiente. Ela pode estar vazia, sem valor aparente, mas, quando colocada diante de Jesus, é cheia com o vinho novo da sua graça.
Assim como aqueles jarros de pedra que serviram para o milagre, nossa vida comum pode ser instrumento de algo extraordinário quando entregue a Cristo. Aquilo que parece comum, sem sabor ou limitado pode ser transformado pelo toque de Cristo em algo pleno, cheio de alegria e propósito.
A natureza nos ensina lições. A chuva que cai e faz a terra florescer (Isaías 55.10-11) nos lembra que nada volta vazio quando colocamos nas mãos de Deus.
Cristiane Schell de Carvalho

