A seguir, Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo (Mateus 4.1).
Quantas situações já passamos em nossa vida em que temos a plena convicção de que não vamos suportar e iremos desfalecer. Parece-nos que a luta é maior do que nós e que não teremos forças para vencê-las. Quantas vezes somos tentados a desistir, a ceder ao pecado, a buscar as facilidades do mundo, a fugir ou até mesmo a abrir mão da própria vida. Muitas vezes chegamos ao limite. A esses momentos em nossa caminhada chamamos de deserto.
Jesus passou por uma dessas experiências quando foi levado ao deserto pelo próprio Espírito Santo, para ser tentado pelo diabo. Aqui, vemos a condução de Deus (levado pelo Espírito Santo)ao local difícil de estar (deserto), em situação a ser vencida (para ser tentado)contra o inimigo das nossas almas (pelo diabo). Que situação dramática! Por quarenta dias Jesus esteve no deserto, teve fome enquanto jejuava e ali obteve vitória. Podemos identificar nossas lutas de hoje com esse cenário.
Mesmo sendo tentado com relação a desejos da carne (pão), poder (sustento dos anjos) e riquezas (reinos e glória do mundo), Jesus combateu o diabo e suas tentações com a palavra de Deus, dizendo: Está escrito (vv 4, 7, 10). Ele resistiu e usou a arma correta; fisicamente estava no deserto, porém emocionalmente e espiritualmente estava no jardim. Mesmo sendo instigado sobre sua filiação (v 6), tinha a convicção de que era amado do Pai (Mateus 3.17).
Quando passamos por momentos em que nos sentimos no limite em nossa vida, podemos nos lembrar de que, mesmo nos desertos de nossa história, o jardineiro de nossas almas, Jesus, estará presente. Cremos que nossa história terminará como a de Jesus: o inimigo fugirá de nós e seremos servidos pelos anjos ministradores do Senhor. Pedras secas de agora são os jardins de amanhã.
Pr. Pedro Leal Junior


