Porque Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação (2 Timóteo 1.7-10).
Iniciar a caminhada da fé é florescer diante dos olhos do Pai, exalar o bom perfume que vem de Cristo, mergulhar nas águas calmas do amor de Deus, florescer em meio à chuva, vento e sol e dar frutos que alimentam e sustentam os irmãos. E, nessa linda e abençoada jornada, Jesus nos convida a sair do lugar e participar de sua obra.
E como respondemos a esse chamado? Muitas vezes, o chamado gera medo, insegurança, temor, receio. Acreditamos que não estamos aptos a ser discípulos de Jesus e respondemos entre lágrimas: “Não estou pronto, não é para mim, não é a hora”.
O medo diante do chamado também esteve presente no coração de Moisés, que respondeu: sou pesado de boca e pesado de língua (Êxodo 4.10). Davi foi escolhido por Deus e era o mais improvável entre os filhos de Jessé. E, ainda nos dias de hoje, temos o privilégio de sermos chamados pelo nome para participar da obra de Jesus, conforme lemos em 2 Timóteo 1.6-7.
A única resposta que Jesus quer de nós é: Eis-me aqui (Isaías 6.8). Temos a liberdade de nos entregar a Jesus e reconhecer nossos medos, limitações, dores, pedindo cura, direção e que nos use em sua obra. Basta nos colocarmos como vaso de barro a ser moldado. E, quando nos rendemos ao chamado de Jesus, a sua palavra se cumpre, ele faz tudo novo, somos usados conforme sua vontade, acolhemos nossos irmãos e alcançamos vidas para Jesus. Nessa caminhada, somos simplesmente instrumentos nas mãos do Pai.
Na minha caminhada, confesso que tive medo diante do chamado, derramei lágrimas. No entanto, pela graça de Deus e pelo poder do Espírito Santo, disse: “Eis-me aqui”. E esse é o convite que eu faço a você: diga “eis-me aqui” para o chamado de Deus para a sua vida.
Fernanda Cristiane de Melo


