Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador! (Lucas 18.9-14 – ARC).
Nessa parábola, Jesus nos apresenta dois tipos diferentes de oração: a do fariseu e a do publicano. O primeiro, com seu coração cheio de orgulho e presunção, se considerava justo, engrandecia suas obras e seus feitos diante de Deus. O segundo nem mesmo ousava levantar os olhos para o céu, demonstrando um coração contrito e dependente da graça de Deus. Sabia que nele não havia mérito algum, sentia-se indigno na presença daquele que tudo vê e tudo sabe. Ele orava humildemente pedindo misericórdia, reconhecendo sua condição de pecador (v 13).
Abrigar orgulho no coração impede que Deus ouça ou aceite as nossas orações (Salmos 66.18). A atitude do fariseu o afastava de Deus. A do publicano, ao reconhecer sua necessidade de misericórdia, o aproximava dele.
Jesus, nosso maior exemplo, quer nos levar a refletir a respeito de como tem sido a nossa oração e nos ensinar a importância da humildade em nossa vida espiritual. Pois, assim como o publicano, os que se humilham serão exaltados (v 14). A humildade nos aproxima de Deus e é certo que o Senhor não rejeitará um coração contrito (Salmos 51.17).
Precisamos considerar nossas orações. Estamos abrigando orgulho em nosso coração, justificando-nos para com Deus e esperando ter nossas orações respondidas por algum mérito? Ou estamos sendo humildes, reconhecendo que o Senhor nada nos deve e que necessitamos da sua misericórdia?
A humildade é essencial para que nossas orações sejam ouvidas. Devemos estar cientes de que tudo o que temos e tudo o que somos é somente pela graça de Jesus derramada em nossa vida!
Marta Regina Calixto de Oliveira


