Ora, antes da Festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim (João 13.1).
Quando João introduz o capítulo 13 gera em nós uma grande expectativa sobre o que seria demonstrado a seguir para explicar sua forte expressão a respeito de Jesus: tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim.
O que seria mais adequado para ilustrar essa afirmação? Um milagre exuberante para com os discípulos? Um presente para cada um como recompensa por segui-lo? Ou ainda apontar para cruz, o maior sacrifício de um justo pelos injustos? Nenhuma das alternativas. Para explicar como ele amou, João descreve a cena, onde Jesus pega para si uma bacia e uma toalha. Isso mesmo, ele amou até o fim por meio do serviço.
O ambiente. Era a última ceia com tom de despedida. Aqui, a ênfase é para o ambiente físico e emocional. A mesa estava posta e todos a postos. No coração de Judas um sentimento tenebroso instigado pelo diabo, pois já havia o desejo de trair Jesus, mesmo sabendo que ele era o Filho de Deus. Para demonstrar seu amor, Jesus estava pertinho dos discípulos, até mesmo daquele que o trairia.
A surpresa. De repente, Jesus se levantou da ceia, tirando a vestimenta de cima, cobriu-se com uma toalha, pegou uma bacia, depositou água sobre ela e começou a lavar os pés dos discípulos passando a executar o serviço dos escravos. Você pode imaginar como o ambiente mudou? Pés que antes estavam empoeirados das estradas começam a ser limpos, o que seria apenas mais uma ceia, é revestida de surpresa e espanto. O Mestre lava os pés dos discípulos, de todos eles. Com esse ato, Jesus estava pertinho do coração.
A resistência. Lá vem o Pedrão! Tinha que se pronunciar, e como o fez de forma enérgica: Vai lavar os meus pés, Senhor? (João 13.6 – NAA). O senhor nunca lavará os meus pés! (João 13.8 – NAA). Espanto e resistência que são quebrados com uma afirmação firme e amorosa. Se eu não lavar, você não terá parte comigo (João 13.8 – NAA). Lavar os pés da poeira da estrada aponta para a necessidade de sermos lavados de nossos pecados. Se Jesus não nos lavar, não seremos parte com ele e não ficaremos pertinho dele.
A lição. Senhor, não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça (João 13.9 – NAA), impetuoso e exagerado, Pedro se pronuncia novamente. Jesus, pacientemente, ensina que não se tratava de poeira e de pés, mas uma figura sobre o coração. Aos que já foram lavados (no coração por Jesus) basta o cuidado do andar diário em santidade (apenas os pés). Porém, nem todos seriam limpos, ao referir-se a Judas. É necessário estar pertinho de Jesus de todo coração.
A aplicação. Uma pergunta cortante: Vocês compreendem o que eu lhes fiz? (João 13.12 – NAA). Como compreender a ação de um Mestre lavando os pés dos discípulos em uma função tão humilde? Amor. Sim, Jesus amou até o fim servindo. Quando estamos pertinho de Jesus faremosnaturalmente as coisas que ele nos ordenou e seremos bem-aventurados quando as praticarmos. Porque eu lhes dei o exemplo, para que, como eu fiz, vocês façam também (João 13.15 – NAA).
Pr. Pedro Leal Jr


