Mas, para que não os escandalizemos, vá ao mar, jogue o anzol e puxe o primeiro peixe que fisgar. Ao abrir a boca do peixe, você encontrará uma moeda. Pegue essa moeda e entregue aos cobradores, para pagar o meu imposto e o seu (Mateus 17.24-27).
Vemos Jesus ensinando algo profundo sobre identidade e provisão. Como Filho de Deus, ele não precisava pagar impostos do templo, mas, como cidadão, escolheu fazê-lo para não escandalizar. Isso nos mostra humildade, submissão e sabedoria.
Jesus não criou oposição no dever de pagar impostos porque todo ouro e toda prata pertencem ao Senhor e deixou isso claro a Pedro. No entanto, pagou para não dar mau testemunho ou causar escândalo aos que não conheciam a Deus. Nessa lição, aprendemos que temos que respeitar as leis e as autoridades a que estamos submetidos. Jesus nos mostra que, como cidadãos, temos sim que pagar impostos como dever e direito.
Deus conhece nossas necessidades e usa a natureza em nosso favor. Jesus já sabia da questão do imposto antes que Pedro entrasse em casa, o que nos mostra a onisciência e o cuidado pessoal de Deus. Ele não é distante, sabe das nossas necessidades, acompanha nossa vida em detalhes. Saber disso muda nossa postura, deixa de ser urgência desesperada e passa a ser confirmação ativa e real.
Deus nos supre de forma inesperada. O milagre da moeda dentro do peixe mostra que a provisão não fica limitada às soluções humanas previstas. O Pai pode usar circunstâncias, pessoas desconhecidas, oportunidades improváveis ou até coisas cotidianas para nos entregar o que precisamos. Lemos acima que Deus usa a natureza para prover, assim como Elias foi alimentado por corvos dia e noite. Isso nos desafia a olhar além do óbvio e confiar que respostas podem vir de onde não esperamos.
A provisão de Deus é suficiente em todo tempo. Jesus providenciou o necessário, nada a mais ou a menos, enfatizando que ele sabe a medida correta para cada situação. Isso nos leva ao contentamento e a confiar no tempo divino. Às vezes, precisamos esperar, outras vezes agir; mas sempre crer que o suprimento será adequado para o momento.
Confie, pois Deus conhece suas necessidades. Espere pela provisão dele e lembre-se: ela pode vir de forma inesperada.
Damásio Novaes Bomfim


