Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei (Mateus 11.28).
Em julho de 1991, fui vítima de um acidente. Um amigo chutou uma lata de plástico pegando fogo e atingiu minha perna. No hospital, ardendo em dor, uma enfermeira banhou minha ferida com água fresca. Ah, que alívio! Lembro-me do som do choque da água fria sobre a perna queimada. Cada minuto que eu gritava, ela com água me confortava. O alívio foi imediato, mas eu só provei descanso nove meses depois, quando a ferida finalmente cicatrizou.
O Senhor Jesus está lhe oferecendo duas bênçãos: o alívio e o descanso. Qual é a sua escolha? Alívio é para as pessoas que se achegam até ele com uma causa, uma dor, um sofrimento. Todas que se achegam não voltam com as mãos vazias porque ele alivia, toca, cura, liberta, transforma, abre portas. Não importa quem seja, ao aproximar-se de Jesus, você recebe uma faísca de bondade da parte de Deus, porque ele é essencialmente bom.
O descanso está um passo à frente. Notem: Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, […] e achareis descanso (Mateus 11.29). O descanso surge no processo de discipulado com Jesus, no compromisso com a solitude, a meditação e a contemplação. Exige oração, além de renúncia a propostas atrativas e lucrativas. Para entrar no descanso, você precisa dizer não para a agitação do mundo e sim para a agenda de Jesus.
Mais do que o alívio paliativo, superficial, no compromisso com ele teremos o duradouro descanso. É a troca de cargas, o discipulado, a renúncia do ego, é dar o direito de ele governar, é receber um coração humilde como o dele. Você entrega seu pesado estilo de vida e recebe em troca o leve fardo de Jesus. Só então encontraremos descanso para a nossa alma agitada. Vamos nos submeter aos cuidados do Jardineiro?
Gilberto e Priscila das Dores


