Ora, antes da Festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim (João 13.1).
Lembro-me do primeiro dia de aula no grupo escolar da cidade onde morávamos. Ao chegar à escola, disse à minha mãe: “Eu não quero ficar neste hospital!” Aquele prédio, com corredores enormes aos olhos de uma criança pequena, trouxe-me a sensação de abandono. Pensei que nunca mais sairia dali. Mas, no final da aula, quando minha mãe foi me buscar, o sentimento – que trouxera tamanho sofrimento – dissipou-se.
No texto acima, os discípulos de Jesus estavam tristes e perturbados, pois o Mestre havia falado que iria deixá-los e voltar para o Pai. Sentiam-se abandonados. Eles, que haviam visto tantos milagres – pão se multiplicando, tempestades se acalmando, vidas sendo curadas –, agora lidavam com a ideia da separação. Sentiam-se como folhas secas. Precisavam do cuidado do Jardineiro.
E Jesus, o amoroso jardineiro, mostrou-lhes que, embora as folhas estivessem secas pelo sofrimento de sua partida e a sensação de abandono, as raízes estavam vivas e cuidadas com amor que não acabaria. O texto revelou: tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim.
Amado leitor, se você está sentindo a sequidão causada pelo abandono das pessoas, lembre-se de que Jesus é o jardineiro fiel que cuida das suas raízes, e elas nunca secarão, pois são regadas pelo seu grande amor.
Zenaide Flor da Rosa Bertolini


