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Há 85 anos semeando esperança

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Indispensáveis a Deus

Portanto, meus amados irmãos, sejam firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o trabalho de vocês não é vão (1 Coríntios 15.58 – NAA).

Finalizando a comemoração dos 85 anos da nossa igreja, fomos ministrados pelo nosso amado Pr. Messias. Que privilégio essa conversa! Noite memorável, inesquecível.

Em 1931, um homem chamado Herculano orou ao pé de uma árvore: Senhor, neste local vai nascer a pequena Londres, que nasça também uma igreja. Nós somos essa igreja. Um homem disse: quando eu encontrar a igreja perfeita, me batizo. Charles Finney respondeu: não faça isso ou vai torná-la imperfeita. Embora imperfeita, a igreja é feita por indispensáveis. 

Por que você é indispensável? Porque você foi aceitou (João 6.37), escolhido (João 15.16), separado (Gálatas 1.5), enviado (João 17.18), convocado, escalado, selecionado.

Dos indispensáveis, aquele que nos colocou espera três coisas: que sejamos firmes, inabaláveis e abundantes (1 Coríntios 15.58).

Firme: inabalável, passos firmados na rocha, Jesus (Salmos 40.2). Assim, Deus o conservará em perfeita paz (Isaías 26.3). Comece, prossiga e termine bem.

Inabalável: Estou há 51 anos em Londrina, cheguei com 35. Chuvas, tempestades, borrascas vieram, ventos sopraram, mas a igreja não caiu. Atribulados, não angustiados; perplexos, não desanimados; perseguidos, não vencidos. Perguntei a Russell Shedd: o que é angústia? É a mulher lavando roupa: torce, torce e torce. O reverendo Jonas Dias Martins disse: Messias, eu tenho a dor, a fome, a tristeza, mas elas não me têm.            

Abundante: Jonas pregou a 120mil, com raiva. Todos foram convertidos. Noé pregou com piedade e ganhou 8 almas. Quem teve sucesso? Não podemos julgar pelos números. Cuidado!

Não foi em vão a oração feita em 1931; os cultos nos ranchos de palmito à luz de lamparinas; o casamento coletivo na Unopar, onde a desembargadora me disse, em prantos, que o Rev. Jonas assistiu sua família em miséria; a chegada dele em sua mula, a Bolívia; a família Machado trazendo areia para a construção do Templo; o dinheiro da lavadeira e do homem do eito (roça).

Não foi em vão o grupo de mulheres de oração, embrião da Tarde de Esperança. Eu não ia por ser ocupado. Passei e vi as solas dos sapatos do Rev. Jonas, ajoelhado. Quando quer, Deus fala pelas solas dos sapatos. Passei a estar ali todas as semanas.

Não foi em vão que fui junto ao presbítero Eliezer Dias da Silva conhecer este espaço onde estamos lançando hoje, na fé, uma casa de oração.

Não foi em vão que fui pregar a um menino de 15 anos, na Água do Boi Mouro. Eu, aos 18 anos, falei de João 14.1-6. Era Matias Quintela de Souza.

Não foi em vão que conheci, no Edifício Alasca, uma família: Elias, Leontina, Rosane, Rodney e Rodolfo (5 anos). Ele cresceu um pouquinho e eu disse: vou te ensinar versículos da Bíblia. Cresceu, foi estudar em São Paulo, casou-se e me hospedou no seu apartamento, num colchãozinho na sala. Não foi em vão quando esse menino se tornou o pastor desta igreja.  

Não foi em vão que conheci um jovem chamado Wilson Matos. Ele se formou, esposa grávida, me pediu para mandar sua mudança junto com a minha para Londrina. Hoje ele está aqui.

Guardo tudo na minha retina e nas tábuas do meu coração.

Na estrada, chegando a Londrina, avistei a cidade e vi uma figura: Jonas Dias Martins. Ouvi uma voz: tu fecharás os seus olhos. Treze anos depois, numa sexta-feira, ele foi. No Hospital Evangélico, fechei os olhos do meu querido amigo. Não foi em vão.

Por Paulo Povedano

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