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Birra!

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Vivemos em uma sociedade onde impera o “aqui e agora”. Muita gente tem dificuldade em respeitar limites, se submeter a regras, seja em qualquer ambiente.

Duas amigas se encontram na igreja

-Oi Maria, tudo bem?

-Tudo bem, e você?

-Tudo ótimo.

-Você vai participar do curso “Como estabelecer limites para os filhos”?

-Curso? Não estou sabendo.

-Sério! Você não tem ido aos cultos? Há três semanas que está sendo divulgado na Igreja. Inclusive, as vagas são limitadas. Quando fiz a minha inscrição restavam poucas.

-Sabe, Celeste, quero fazer esse curso, porque tenho enfrentado problemas com meus filhos. Eles não aceitam regras, desobedecem. Não entendo o porquê disso.

No outro dia

-Bom dia, eu vim fazer a inscrição para o curso “Como estabelecer limites para os filhos”.

-Que pena! Não há mais vagas.

-Como não há mais vagas?! Eu preciso participar desse curso.

-Sinto muito, mas as vagas estão esgotadas. Na sala que temos para a realização desse evento é possível acomodar um número limitado de pessoas, apenas 100. Nós temos uma lista de espera, vou acrescentar o seu nome. Mas fique tranquila, esse curso será oferecido no mês que vem. Se não der para participar dessa vez, você terá outra oportunidade.

-Você não está entendendo, minha filha, eu preciso fazer esse curso AGORA. É só colocar mais uma cadeira na sala.

-Isso não é possível, pois há vinte pessoas na lista de espera; se houver desistências, nós temos que encaixar as pessoas respeitando a ordem na lista.

-Isso é um absurdo! Eu vou falar com a liderança, tenho certeza que vou conseguir uma vaga. Você sabe quem eu sou? Vou participar desse curso de qualquer jeito.

Considerações

A história acima é apenas uma ilustração, no entanto serve para reflexão sobre a nossa postura e atitudes nas mais diferentes circunstâncias da vida. A personagem Maria quer participar do curso “Como estabelecer limites para os filhos”, porque está enfrentando dificuldades em sua casa, mas ela não se dá conta de que também não consegue respeitar os limites que lhe são impostos (não há mais vagas). A indisciplina dos filhos pode ser um reflexo de sua própria conduta.

Quando nos deparamos com uma criança birrenta, somos rápidos em ficar irritados, em julgar e realmente é algo desagradável. Mas se considerarmos que ela está no início da vida e, muitas vezes, não entende porque está sendo contrariada, torna-se mais fácil lidar com a situação. E quanto aos adultos birrentos? Qual nossa atitude quando as coisas não acontecem como gostaríamos? E quando recebemos um “não”?

À medida que a criança cresce e aprende a se relacionar com outras pessoas, vai percebendo que não é o centro do mundo. É um processo natural de amadurecimento. Mas há adultos que ficam prisioneiros na imaturidade por medo de enfrentar a dor do crescimento. O próprio Jesus nos deu o exemplo: Embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu (Hebreus 5.8).Que tal sair da zona de conforto? Sinta-se encorajado pelo amigo Jesus, a enfrentar os seus medos. Ele abriu o caminho. Vamos em frente!

Para aqueles que já avançaram um pouco mais, aproveite as oportunidades para exercitar a tolerância: Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas (Mateus 5.41).

Por Vanessa Sene Cardoso
Blog Limoeiro

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