Agentes de vida

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O rei do Egito deu uma ordem às parteiras hebreias, das quais uma se chamava Sifrá e a outra se chamava Puá. Ele disse: — Quando vocês servirem de parteira às mulheres hebreias, verifiquem se é menino ou menina; se for menino, matem; se for menina, deixem viver. As parteiras, porém, temeram a Deus e não fizeram o que o rei do Egito lhes havia ordenado; pelo contrário, deixaram viver os meninos (Êxodo 1.15-17).

Em vez de “meu corpo, minhas regras”, o pensamento abortivo do rei foi além: “meu reino, minhas regras”. Cruel, frio, egoísta, maligno, mortal.

Sifrá e Puá desafiam o rei tirano para honrar o Rei da vida. Diante da ordem de aborto, sabem que a vida é dom de Deus, dádiva sagrada, graça inviolável, favor impagável. Diante do decreto de morte do feto, Deus estabeleceu o decreto de vida de fato. Tudo o que se volta contra a vida é contra Deus que se volta.

As parteiras libertam quem seria o libertador. Nasce Moisés. Seu choro encontrou o colo do amor. Em vez de ficar reduzido às suas próprias lágrimas, foi levantado para enxugar as lágrimas de todo o povo, que subiram aos céus e moveram o coração do Senhor.

Assim também nascemos com propósitos elevados de sermos agentes de vida e não de morte.

Pr. Rodolfo Montosa

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