Amizades avivadas

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Atos 21.7-16

A Bíblia é muito rica e intencional em valorizar a amizade. Sabe que o olhar do amigo alegra o coração (Provérbios 15.30), pois está sempre presente, especialmente nos momentos mais difíceis (Provérbios 17.17), tornando-se mais chegado que um irmão (Provérbios 18.24), trazendo a doçura no conselho cordial (Provérbios 27.9), jamais abandonando (Provérbios 27.10) e sempre nos deixando afiados na vida (Provérbios 27.17).

Paulo estava em sua terceira e última viagem missionária acompanhado de diversos companheiros (Atos 18.23-20.38). Pregou fervorosamente na Ásia Menor e tinha suas mensagens confirmadas por Deus por meio de milagres. Foi um tempo bastante profícuo para a expansão do evangelho. Ao longo de toda jornada, Paulo fazia amigos. Não era qualquer tipo de amizade, mas relacionamentos cheios da presença do Espírito Santo. Quando passou por Cesareia, pode-se perceber que as amizades avivadas tinham seu ambiente próprio com destaque ao relacionamento, espiritualidade e respeito.

O ambiente relacional é visto pelas expressões: saudamos os irmãos, passando um dia com eles … ficamos com ele … aproximando-se de nós … alguns dos discípulos também vieram de Cesareia conosco, trazendo consigo Mnasom, natural de Chipre, velho discípulo, com quem nos deveríamos hospedar. Tinham prazer em estar juntos, caminhar juntos, tomar refeições juntos. Tinham alegria no convívio, na troca de conversas, na interação. Faziam questão de viajar só para se encontrarem e gastarem tempo de qualidade. Cultivavam o afeto, o carinho, o amor. Valorizavam o companheirismo pelo interesse real pelo outro.

O ambiente espiritual é percebido no destaque de que Filipe tinha quatro filhas solteiras, que profetizavam e no seguinte momento: Demorando-nos ali alguns dias, veio da Judeia um profeta chamado Ágabo, que, aproximando-se de nós, pegou o cinto de Paulo e, amarrando com ele os próprios pés e mãos, declarou: — Assim diz o Espírito Santo: É isto que os judeus em Jerusalém farão ao dono deste cinto para entregá-lo nas mãos dos gentios. O que diferenciava a amizade avivada de uma normal é a presença intensa do Espírito Santo fazendo desses encontros oportunidades de edificação, fortalecimento, transformação, sinais, prodígios, profecias, orações, discernimento, amadurecimento.

O ambiente respeitoso acontece no relato: Quando ouvimos estas palavras, tanto nós como os daquele lugar rogamos a Paulo que não fosse a Jerusalém. Mas ele respondeu: — O que estão fazendo, ao chorar assim e partir o meu coração? Pois estou pronto não só para ser preso, mas até para morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus. Como Paulo não se deixou persuadir, conformados, dissemos: — Seja feita a vontade do Senhor! Ou seja, mesmo diante dos riscos iminentes, depois de tentarem demover Paulo da ideia de ir a Jerusalém, os amigos, conformados, respeitam a decisão do apóstolo. Entenderam, acataram, apoiaram.

Amizades avivadas nascem no convívio, aprofundam-se na espiritualidade e consolidam-se no respeito. Não somente precisamos de amizades, mas amizades avivadas, cheias da alegria de estarmos juntos, trazendo o céu para a terra e nos fortalecendo mutuamente.

Rodolfo Montosa

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